Thaisa Galvão

15 de maio de 2014 às 5:39

Rosalba não acredita em decisão política sobre impeachment e sonha dar um xeque-mate em Robinson e Henrique [1] Comentários | Deixe seu comentário.

O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral vai voltar a discutir um tema que a governadora Rosalba Ciarlini custa a digerir: sua inelegibilidade.
No último processo contra a prefeita afastada Cláudia Regina, que terá o recurso julgado na terça, como está na pauta do TRE, a governadora Rosalba Ciarlini está incluída. E, se o TRE entender assim, ela pode ser considerada inelegível mais uma vez. Aí serão dois processos dependentes da Corte Eleitoral superior a julgar os méritos.
A inelegibilidade é apenas um dos fantasmas que rondam a governadora Rosalba, que diz confiar na justiça.
Outro fantasma é o do impeachment que ronda os corredores da Assembleia Legislativa. Com a vida pautada por “dedicação e honestidade”, Rosalba diz não temer o que vem contra ela.
Na entrevista que continua ela fala do impeachment, da inelegibilidade e dos seus mais ferrenhos adversários na campanha que começa: Robinson Faria e Henrique Alves, personagens que fizeram parte de sua história nos últimos 3 anos, e que de repente viraram páginas e tentam hoje ocupar o lugar que é dela…e que, com o apoio deles, poderia continuar sendo dela. Como combinado lááá atrás…

Thaisa Galváo – Governadora, o Marcco (Movimento anti-corrupção), entregou à Assembleia Legislativa um pedido de impeachment para ser analisado. A senhora considera que praticou algum crime ao ponto de sofrer um impeachment?
Rosalba Ciarlini – Olhe Thaisa, em toda minha vida pública – fui presidente da Unimed 3 vezes, durante 12 anos gestora do único pronto-socorro de Mossoró, prefeita 3 vezes, senadora e agora governadora. Sempre minha vida foi de trabalho, dedicação e muita honestidade. Então eu tenho a consciência tranquila do meu trabalho sério em busca de um Rio Grande do Norte que estamos corrigindo. Há uma série de questões necessárias que estamos ajustando. Muitas vezes fazendo muito mais do que poderíamos. Mas vamos aguardar a avaliação que fará a Assembleia Legislativa.
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TG – A senhora acha que, por ser um ano eleitoral, a questão política vai interferir na decisão da Assembleia?
RC – Não, de maneira nenhuma. Confio na responsabilidade dos nossos representantes na Assembleia. Entendo que a decisão não será política.
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TG – A senhora acha que o apelo do Marcco pode ser consequência do problema hoje existente entre o Governo do Estado e os Poderes?
RC – O Governo fez um esforço grande quando teve uma queda na receita. Não foi só o Rio Grande do Norte, foram todos os estados que tomaram medidas de economia para superar o momento. Assim como o governo federal, nós também fizemos readequações. O Orçamento votado é uma previsão. Se essa previsão não se confirma tem que haver uma readequação. Começamos o ano e quando chegou junho houve queda de receita. Estávamos no segundo ano da seca, FPE caindo em função de medidas do governo federal. Para fazer a readequação chamamos o presidente do Tribunal de Justiça, o representante do Ministério Público…
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TG – Mas eles dizem que não foi combinado, que o Governo fez tudo sozinho…
RC – Pessoalmente chamei cada um e comuniquei que nós iríamos precisar fazer a readequação em função da queda da receita. Quanto a percentuais isso passou para a Tributação. Se houve pensamentos diferentes, isso faz parte do debate.
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TG – A senhora não se arrependeu?
RC – Era necessário. Se não tivesse tomado talvez não estivesse pagando o funcionalismo.
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Thaisa Galvão – Governadora, o seu vice, rompido politicamente com a senhora, é pré-candidato ao Governo. Ele representa uma ameaça ao seu projeto de reeleição?
Rosalba Ciarlini – risos… Não queria falar de política.
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TG – Como está sua relação hoje com o deputado e pré-candidato ao Governo, Henrique Alves?
RC – Na realidade…Henrique não foi nosso aliado na campanha. Mesmo assim após eleição pedi pra ele me acompanhar numa audiência com a presidente Dilma. Foi quando fomos tratar da questão do aeroporto de São Gonçalo. Foi naquela audiência, em janeiro, que ficou confirmado o leilão que resultou no aeroporto quase pronto que está aí. Nunca tive dificuldade por ele ser de uma coligação que não era a minha. No decorrer dos últimos 3 anos que ele nos apoiou, apoiou o seu Estado. Eu digo que quando deixam de apoiar, dão as costas ao RN. É, porque eu represento o RN. Eu não sou governadora do DEM, eu sou governadora do Rio Grande do Norte. Sempre defendi a política acima das questões menores. O Governo precisa da força de aliados.
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TG – Governadora, há menos de um ano, com o ministro Garibaldi Filho (PMDB) já afastado do Governo, o deputado Henrique Alves (PMDB) deu uma entrevista à Tribuna do Norte. Disse que o PMDB não deveria ter candidato a governador e que, como apoiava a sua gestão, a governadora Rosalba Ciarlini poderia ser a “preferência” natural. Seria a candidata com apoio do PMDB. Mas…tudo não aconteceu como na entrevista daquele domingo. E aí? O que mudou?
RC – Tem que perguntar a ele porque ele que mudou. Mudou de opinião, mudou…O senador Agenor Maria que dizia que político é como nuvens do céu, a gente olha e elas vão mudando…
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TG – Henrique quis alguma coisa no governo que a senhora não atendeu, daí ele ter deixado o apoio?
RC – Não. Mas o governo tem dificuldades e não pode de pronto atender demandas. As pessoas às vezes tem ansiedade e quer que tudo aconteça sem burocracia, sem os meios necessários para atender.
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TG – A senhora concorda que o aeroporto de São Gonçalo, a Arena das Dunas, a barragem Oiticica e o aeroporto de Mossoró são ‘obras de Henrique’?
RC – A Arena dei minha palavra quando assumi e tive que tomar uma decisão solitária. Os projetos não haviam sido pagos. Enfrentei a questão porque a gente não podia perder a oportunidade de trazer a Copa para cá. Mas tudo começou com a prefeita Micarla, a governadora Wilma, e a bancada federal. Eu era senadora e o tanto o deputado Henrique o deputado Fábio (Faria), o senador José Agripino, os deputados Felipe Maia, Betinho Rosado, o senador Garibaldi Filho…Mas quem criou as condições para viabilizar a Arena foi o Governo Rosalba Ciarlini. E no primeiro momento pós-Copa o turismo terá um crescimento de no mínimo 20%. Trazendo recursos para investirmos em saúde, educação, segurança…
A barragem Oiticica encontrei sub júdice, com superfaturamento. Fizemos o realinhamento e a obra já está em quase 30%. Oiticica foi uma decisão pessoal da presidente Dilma e uma audiência comigo.
O Aeroporto se arrastava há 16 anos e na minha campanha prometi que ele funcionaria no meu governo.
O aeroporto de Mossoró fez parte de um primeiro projeto, foi retirado, e agora voltou à tona mas para fazer um novo. Na audiência em Brasília para tratar do aeroporto, lá estávamos nós. Eu e a bancada potiguar. Já o aeroporto de Caicó, fizemos tudo que estava no projeto, aguarda somente uma visita da ANAC. Já pedi ao presidente da Câmara, Henrique Alves, ao deputado João Maia, que é da região…mas ninguém fez nada até agora…
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TG – Governadora, vamos combinar que a senhora vai jogar xadrez. Diante da senhora tem duas torres: uma chamada Robinson Faria e outra chamada Henrique Alves. Qual torre a senhora eliminaria para passar?
RC – Eu não sei jogar xadrex, só conheço uma coisa chamada Xeque-Mate. Eu gostaria de saber jogar xadrez para dar um xeque-mate.
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TG – Quem a senhora considera seu maior adversário: Robinson ou Henrique?
RC – Não estou disputando nada.
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TG – Mas a senhora é política, e todo político tem aliados e adversários…
RC – Não estou considerando um maior nem menor. Quero que todos façam mais pelo Rio Grande do Norte.

Uma resposta para “Rosalba não acredita em decisão política sobre impeachment e sonha dar um xeque-mate em Robinson e Henrique”

  1. luis eduardo disse:

    essa govrnadora rosa espinho levou todo rn ao caos. Quem rejeita ela é o povo que está sofrendo horrores na saúde , segurança e educação onde ela fechou várias escolas,hospital

    onde o cidadão não pode mais sair de casa.

    a propaganda enganosa é um verdadeiro conto de fadas.

    Ela pode dar calotes, fazer prpaganda enganosa e levar todo rn ao maior estado de calamidade mesmo com sarrecadações recordes e fazenco acontecer, e ainda deixará dívidas de mais de dois bihões para os futiros governadores segundo a própria impprensa

    Ela pode fazer tudo isso. o cidadão que vai expressar sua opinião e contestar esse desgoverno  n

    Até a justiça já entrou com impeachment

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