Thaisa Galvão

24 de maio de 2014 às 8:48

DEM e Rosalba: caminhos opostos que poderão ter que se cruzar [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Com a decisão do TRE-RN de excluir a governadora Rosalba Ciarlini do processo julgado na quinta-feira, por entender que a ação era contra expedição do diploma, e Rosalba não foi diplomada porque não foi candidata, cresce, no rosalbismo, a chance que a governadora tem de disputar a reeleição.

Tudo bem que no TSE ainda restam duas pendências.

São recursos pendentes do julgamento do mérito.

Nos dois, segundo o ex-deputado e advogado Ney Lopes de Souza, democrata, apenas um é passível de manter a inelegibilidade da governadora.

E é em torno deste que a assessoria jurídica de Rosalba, tanto em Natal quanto em Brasília, trabalha.

Ontem Rosalba e o marido Carlos Augusto Rosado foram ao apartamento do senador José Agripino, presidente nacional do DEM.

Ao Blog, Agripino disse que a conversa foi cordial.

O que não impede de ter sido dura.

Ao lado dos deputados Felipe Maia, Getúlio Rêgo e José Adécio, Agripino marcou para o dia 2 de junho uma reunião do diretório estadual do DEM, para os membros votarem se são a favor da candidatura de Rosalba ou se preferem uma aliança com o PMDB, para encaixar o DEM em uma das várias coligações que serão formadas em torno da candidatura do deputado Henrique Alves ao Governo.

O que o Blog sabe é que a questão não se encerrará na reunião do diretório, vez que há a intenção de Rosalba colocar seu nome como pré-candidata na convenção do partido.
Aí caberá aos convencionais julgarem se ela deve ser candidata ou não.

Há quem aposte que Agripino detém liderança sobre os convencionais.
Há quem diga que é Rosalba.

O fato é que, se Rosalba insistir em colocar seu nome na convenção, o tempo vai passar e atrasar o projeto de reeleição dos deputados numa coligação com Henrique Alves na majoritária.

No período das convenções, de 10 a 30 de junho, no mínimo as composições para as coligações já deverão estar formadas.

E caso Rosalba consiga ultrapassar as barreiras que hoje se atravessam em seu caminho, e consiga chegar à convenção, e passar, haverá uma grande desarrumação na chapa proporcional do DEM.

Que terá que se lançar dentro da configuração Democrata, com Rosalba na cabeça. E não mais com Henrique.

No caminho da Rosa, que deseja disputar a reeleição, tem um ministro do TSE e alguns convencionais do DEM potiguar.

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