Thaisa Galvão

2 de julho de 2014 às 4:30

Para Wilma de Faria, campanha deve ser um momento para os candidatos apresentarem o trabalho realizado [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Para a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), candidata ao Senado na chapa que tem 3 candidatos a presidente da República, Eduardo Campos do seu PSB, Dilma Rousseff, aliada do governadorável Henrique Alves, e Aécio Neves do senador José Agripino, não é problema para nenhum dos aliados de cada um dos presidenciáveis.

"Isso sempre aconteceu", disse Wilma em entrevista nesta terça-feira, ao 'Repórter 98', da 98FM.

Para Wilma, também é natural para a chapa o surgimento de questionamentos em relação a escândalos de governo.

"Em todo governo, as pessoas que assumem o Executivo tem problemas. No legislativo você é dono do seu mandato. Já num governo são muitas pessoas trabalhando para desenvolver as ações e é difícil controlar. Mas, tenho consciência tranqüila de dever cumprido. Fiz um bom trabalho e povo do Rio Grande do Norte reconhece: pediu o nosso retorno, assim como nos coloca à frente nas pesquisas para o Senado".

 

Na chapa onde os aliados até bem pouco tempo estavam em lados diferentes, a convivência tem sido tranquila.

“Precisamos unir as oposições”, disse Wilma.

"Porque estamos preocupados com o futuro do Rio Grande do Norte. Em tirar o Rio Grande do Norte do caos", disse a candidata, que anunciou há poucos dias o suplente que faltava na sua chapa: o pastor evangélico Edmilson Gomes da Costa, do PMDB, vereador em São Gonçalo do Amarante.

O primeiro suplente já era conhecido: o empresário e ex-presidente da Fiern, Flávio Azevedo, também do PMDB.

Na entrevista, Wilma de Faria, que foi governadora, falou sobre como ela enxerga o Governo do Estado nos dias de hoje e enumerou os problemas que, para ela, atrapalham a gestão.

"Falta de planejamento, crise de autoridade, falta de prioridade que transformou o estado nesse caos, hoje visto não só pelo povo do Rio Grande do Norte, mas de todo o Brasil".

Sobre a Copa do Mundo com Natal como cidade sede, Wilma lembrou que tudo começou na sua gestão, responsável pela primeira Parceria Público Privada no Brasil para construção de um aeroporto.

"Foi um trabalho excelente que realizamos com apoio do governo federal. A presidente Dilma participou efetivamente", disse Wilma, lembrando do trabalho que seu governo fez para aumentar o número de turistas visitando o Estado.

"A gente conseguiu aumentar o turismo que estava em queda absoluta. Fizemos uma divulgação grande da capital potiguar", disse Wilma, que vê pela frente, caso se eleja senadora, mais oportunidade de trabalhar pelo Estado.

“Chegando ao Senado, é preciso trabalhar, trabalhar e trabalhar. A população, por sua vez, deve fazer as cobranças”.

Wilma terminou a entrevista afirmando que a campanha eleitoral, que começa no dia 6 de julho, deve ser um momento para os candidatos apresentarem o trabalho realizado pelo Estado e as propostas que defendem em benefício da população do Rio Grande do Norte.

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