Thaisa Galvão

10 de julho de 2014 às 18:39

Em nota, Sinpol critica projeto aprovado e diz que “governo oferece salário de luxo a delegados e de miséria a agentes e escrivães” [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Agentes e escrivães da Polícia Civil protestaram hoje na Assembleia Legislativa durante votacão do projeto so Executivo que reajusta os salários da categoria.

O protesto, como informou ontem ao Blog o presidente do Sinpol, Djair Oliveira, se dá pelo fato do projeto elaborado pelo governo, sem sequer o conhecimento do secretário de Segurança, como diz Djair, reajusta em quase 65% os salários dos delegados, nos próximos dois anos, e não passa de 35% o aumento sobre os salários de agentes e escrivães, o que, para o Sinpol, significa apenas a reposição das perdas salariais dos últimos 5 anos.

Não representa reajuste salarial, reafirmou o presidente do Sinpol, que hoje, após a aprovação do projeto pela Assembleia Legislativa, emitiu nota de repúdio demostrando a "desaprovação e aversão" dos policiais ao "projetoconstruído com a negociação do Executivo exclusivamente com os Delegados, deixando de fora os Escrivães e Agentes de Polícia".

"Fomos todos tomados de espanto e surpresa quando à revelia da Entidade representativa dos Agentes e Escrivães, e até mesmo do Secretário de Segurança que informou não ter sido sequer informado do fato, quando constatamos o irremediável: toda uma luta por melhoria das condições de trabalho, aumento de efetivo, retirada de presos das delegacias do interior e fortalecimento de todos os cargos que compõe a carreira policial Civil foi trocada por alguns mil reais para alguns, deixando de lado aqueles que labutam oferecendo suas vidas nas ruas e tantos outros que adquiriram enfermidades permanentes devido ao escravizador trabalho cartorário", diz a nota, que continua afirmando a insatisfação dos servidores.

 

"Não estamos construindo uma polícia melhor. Uma Polícia forte não se faz presenteando um grupo que não se reconhece como policiais civis, e sim da “carreira jurídica”. Polícia forte se faz com efetivo suficiente, se faz com estrutura adequada, se faz com gestores que se portem como exemplo a seguir, se faz com motivação e valorização de todos os seus operadores", continua a nota que ainda repudia "o ato covarde do Governo do Estado em oferecer um salário de LUXO aos Delegados de Polícia e de miséria aos Agentes e Escrivães, também servidores de nível superior".

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