Thaisa Galvão

27 de julho de 2014 às 2:41

Sem citar nomes, Henrique revela que políticos agem nos bastidores para atrapalhar governos do RN [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Acordão ou União pelo Rio Grande do Norte?

O que faltou para o vice-governador Robinson Faria, candidato de oposição a Henrique, não vingasse como adversário?

E os bastidores da política onde quem perde é o Rio Grande do Norte?

Mais revelações do deputado Henrique Alves.

 

Thaisa Galvão – Você também procurou o hoje candidato a governador, seu principal adversário, Robinson Faria.

Henrique Alves – Conversamos de forma muito respeitosa. Volto a dizer aqui que tenho o maior respeito pelo vice-governador Robinson, a conversa com ele não foi uma só, foi mais de uma, em companhia de seu filho o deputado federal Fábio Faria, ele sabe, eu sei, aqui eu revelo mais uma vez, foram muito respeitosas, republicanas, fraternas até, mas não foi possível chegar à composição. E do mesmo jeito que a gente começou a conversar, reconhecemos que não foi possível concluí-la como nós queríamos, aí ele trilhou o seu caminho , eu desejei a ele uma boa sorte, uma boa campanha. Eu acho que o Rio Grande do Norte merece uma campanha de alto nível. Eu sei que estamos liderando as pesquisas hoje, 15 pontos, 16 pontos, chegam todo dia notícias, as melhores possíveis, de Macaíba, de Mossoró, Ceará-Mirim, de Apodi, de Caicó, mas eu sei que essa campanha será vitoriosa para aquele que, durante o período eleitoral for verdadeiro, for sincero, for claro, for objetivo. Não pode se fazer um programa genérico. Todos sabem que a saúde, segurança e a educação, isso aí todos vão dizer. É dizer o que vai fazer, como vai fazer, se é factível e convencer as pessoas. Esta é a missão que eu vou procurar desenvolver. Ser verdadeiro, ser sincero, ser objetivo e dizer como fazer, do jeito que vamos fazer, e que é possível fazer. Eu acho que quem passar mais essa sinceridade, essa credibilidade, será governador do Rio Grande do Norte.

 

Thaisa Galvão – O que é que existe de ‘acordão’ nessa aliança que vocês chamam de união para salvar o Estado?

Henrique Alves – Tem que perguntar aos adversários que falam tanto nisso, apenas revelando, ao meu ver, um certo nervosismo, eu entendo, uma certa insegurança, que eu entendo mais ainda, porque de repente conversaram com todos, não conseguiram convencer, conversaram com todos e não conseguiram agregar, aí querer me culpar porque eu consegui convencer e consegui agregar, eu acho que é um caminho que não dará um bom resultado para eles. Enquanto do outro lado, nós temos aí um exemplo bom mesmo, que foi o apoio de Currais Novos, Geraldo Gomes (DEM), Carlson Gomes (DEM), candidato a deputado estadual, estamos para definir a situação do deputado Getúlio Rêgo (DEM), lá do seu grupo político, Pau dos Ferros, então nós estamos conseguindo trazer, na perspectiva de que não cabe mais o radicalismo no Rio Grande do Norte.

 

Thaisa Galvão – Você já foi radical?

Henrique Alves – Eu posso falar com autoridade porque já fui muito, eu já pratiquei muito no início pra sobreviver, naquela época de tantas perseguições, de tanta violência, tanta injustiça, a minha família é a mais cassada do processo revolucionário. Eu sei o que eu passei pra chegar hoje aqui, inteiro. Eu sei o que eu vivi, as decepções, as frustrações, eu sei. Eu já ganhei, eu já perdi, já errei, já acertei, então isso me deu uma grande maturidade. Você não pode falar em mudança se você não procurar primeiro ter a capacidade de mudar dentro de si mesmo, e eu acho que eu mudei. Então na minha conversa hoje não cabe nem radicalismo nem intolerância, não cabe mesmo. Quem quiser ser radical ou intolerante, não venha bater nas portas do PMDB porque essa prática não deu resultado no Rio Grande do Norte recente.

 

Thaisa Galvão – Você sempre esteve aberto a colaborar com os governos mesmo não tendo apoiado. Você via essa mesma disposição em toda a classe política?

Henrique Alves – Eu sei de muitas audiências com governadores que iam a Brasília, chamavam a bancada federal, todos compareciam ou quase todos…na hora fotografia, abraços, cafezinho, tudo muito bem. No dia seguinte, este governador ou aquela governadora voltava pro seu estado, aí no dia seguinte aqueles deputados que eram contrários ligavam, olhe, eu estive aí….eu sei disso, eu vivi isso, eu acompanhei isso, eu sou testemunha disso, eu aprendi com isso, eu melhorei por conta dessas coisas que eu via e não davam melhor resultado para o estado. Aí diziam, eu estive aí porque fui convidado, mas, essa governadora, esse governador é um desastre, e as coisas não caminhavam. Porque não é só pedir a um ministro e achar que resolve, não. Tem o dia-a-dia, acompanhar, que eu conheço. Insistir, ir atrás, segundo escalão, terceiro escalão, pegar o projeto, debater, discutir, rediscutir, pra dar certo. Então eu acho que esse tempo todo foi de grande aprendizado, e fazer essa ampla costura política que é um primeiro passo. Eu sei o que é eleição, já ganhei e já perdi. É um primeiro passo pra você fazer a aliança política em torno de um projeto que estamos costurando juntos pra depois levar essas ideias ao cidadão, à cidadã, que não está ainda, a meu ver, ligado na eleição. Vai se ligar logo, logo, e ele vai querer saber, não é se o candidato tem mais ou menos apoio, que é importante é, pela liderança local, mas ele quer saber o seu problema, o seu emprego, a sua renda, a sua segurança, a sua saúde, como é que esse cidadão vai resolver se for governador. É essa a minha preocupação. É preparar uma proposta exequível, clara, transparente para o povo julgar com ampla liberdade no dia 5 de outubro.

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