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8 de abril de 2015 às 9:42

Para onde vai Henrique?

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Pergunta que não quer calar:

Para onde vai o ex-presidente da Câmara e ex-deputado Henrique Alves?

Desde que perdeu a eleição para o Governo do Rio Grande do Norte para o governador Robinson Faria, Henrique passou a ser cotado, e tido como certo, para um ministério do Governo Dilma Rousseff.

Primeiro se falou em Cidades. Mas Dilma anda muito bem, obrigada, com o PSD do ministro Gilberto Kassab.

Depois, na Integração Nacional. Mas, desalojar o PP também não seria interessante para o Planalto.

Aí veio o Turismo. Henrique foi vetado pelo seu próprio partido, o PMDB, hoje dividido entre PMDB do Senado (Renan Calheiros), PMDB da Câmara (Eduardo Cunha) e PMDB do Planalto (Michel Temer).

Renan é padrinho de Vinícius Lages, o atual titular do Turismo, e não abriu mão do cargo. E Henrique tem como padrinho, o vice Michel. Divergentes. Turismo fora de cogitação.

A Secretaria de Relações Institucionais foi a próxima cogitação, mas a coisa não andou. 

Por aqui se disse que Henrique não aceitaria a pasta com muitos problemas entre Planalto e Congresso, e nenhum ganho político para o ex-deputado.

Passando adiante, há dois dias o nome de Henrique chegou a ser cotado para a Secretaria de Aviação Civil. Dilma cogitou convidar o peemedebista Eliseu Padilha para Relações Institucionais, e a possibilidade da pasta da Aviação ficar vaga despertou mais uma vez o PMDB de Michel Temer, que passou a paquerar com o cargo para entregar a Henrique.

Temer chegou a declarar que “certamente” Henrique seria nomeado para um ministério.

Provando e comprovando que está driblando Henrique, Dilma aceitou a negativa de Padilha de deixar Aviação, e extinguiu Relações Institucionais, passando para Temer a bola da articulação política entre Planalto e Congresso.

Para a função, Dilma não quis Henrique, como mostra a reportagem d’O Globo de hoje:

Sem Cidades, sem Integração Nacional, sem Turismo, sem Aviação, sem Relações Institucionais, resta saber aonde será acomodado o ex-presidente da Câmara, já que Dilma tem trabalhado uma drástica redução no número de ministérios, acenando, inclusive, para uma série de exonerações no primeiro escalão do governo.

De 39 ministérios, ontem caiu para 38 com a extinção de Relações Institucionais, a intenção é fechar em 20.

Então, para onde vai Henrique?

Os bastidores do Planalto juram que Dilma não perdoa Henrique pela sua postura nas eleições do ano passado, quando foi candidato a governador do Rio Grande do Norte e não focou sua campanha na reeleição da presidente, mostrando simpatia pelo adversário Aécio Neves (PSDB).

Dizem por aí, e na política não é diferente, que vingança é um prato que se come frio.

Uma resposta para “Para onde vai Henrique?”

  1. maia disse:

    canto de politico sem mandato  derotado e em casa.ok

     

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