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13 de abril de 2015 às 7:07

Robinson evita olhar para o retrovisor mas governo encomendou auditoria na folha de pagamento

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O governador Robinson Faria tem optado pelo fim do retrovisor, a prática de gestores que ao assumirem suas funções, atiram no antecessor tentando se redimir de toda e qualquer culpa. Para Robinson, o responsável pelo governo é ele, porém, sem deixar de se resguardar em algumas situações. Exemplo disso é a auditoria que está sendo feita na folha de pagamento. Tudo em nome da seriedade do governo, como disse o governador.

 

Thaisa Galvão – Você tem evitado tecer críticas ao governo anterior. Porém, ao mesmo tempo em que está abolindo o uso do retrovisor, pode estar assumindo um problema que não foi criado pela sua gestão…

Robinson Faria – Eu disse que não iria governar olhando para o retrovisor, que o povo elegeu um governador que iria começar o mandato trabalhando, e estou trabalhando. Um dia após a minha posse, grande parte de Natal e Grande Natal amanheceu com policiais nas ruas. No outro dia eu estava visitando hospitais regionais. Estou trabalhando sempre com a mensagem de que teremos soluções e os números dos fatos serão mostrados de acordo com o que for sendo constatado. Eu não posso ficar apontando os erros do passado como desculpa para eu não fazer o que a população espera que eu faça.

Thaisa Galvão – Está sendo feita uma auditoria na folha de pagamento…

Robinson Faria – Está sendo auditada a folha de pagamento, ativos, inativos e pensionistas, para que tenhamos uma folha verdadeira, para que nós possamos pagar uma folha real. Eu não vou tirar nenhuma conquista, nenhum direito garantido ao servidor público, até porque eu serei um governador parceiro do servidor público, mas o que tiver errado, o que não estiver dentro da lei será combatido.

Thaisa Galvão – Você espera economizar recursos com essa auditoria?

Robinson Faria – Se a auditoria mostrar, por exemplo, que existem pessoas com diversas matrículas ou pessoas morando em outra estado e recebendo um salário do nosso estado isso será corrigido, e com isso, é lógico, irá diminuir a folha.

Thaisa Galvão – Sua equipe vive hoje uma disparidade, houve o aumento para os secretários, o que permitiu uma aquisição de bons nomes para sua equipe, mas a partir do secretario adjunto, a realidade é outra. Existe plano e prazo para solucionar isso?

Robinson Faria – Temos que recuperar primeiro a situação financeira e econômica do Estado e hoje as prioridade são as questões da saúde e da segurança pública, que era e ainda é o clamor número um da população do Estado. É lógico que dentro da política nossa de valorização do servidor, que também é prioridade minha como governador, na hora em que o Estado tiver o seu equilíbrio fiscal, hoje está acima do limite legal, eu não posso conceder nenhum aumento, mesmo com a boa vontade do governador, não posso dar esse aumento porque recebi o Estado, no último quadrimestre do governo passado, com o limite acima do limite legal, e com isso o Estado fica impedido por lei de conceder qualquer tipo de aumento.

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