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20 de abril de 2015 às 20:50

Documentário vai revelar nomes de empresas que provocaram crime ambiental no Rio Potengi em 2007

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Quem se lembra do desastre ambiental no Rio Potengi, em 2007, que matou cerca de 40 toneladas de peixe?

Quem se lembra que a culpa pelo crime ambiental recaiu sobre uma fazenda de camarões do grupo Veríssimo & Filhos, que havia realizado despesca dias antes?

Sete anos depois, após provar e comprovar que não cometeu crime algum, a Justiça entendeu que o grupo condiderado culpado, não tinha nada a ver com o episódio que está entre os maiores acidentes ambientais do Brasil. 

Agora um documentário vai mostrar os verdadeiros responsáveis pelo crime ambiental.

documentário Rio Contado será apresentado à imprensa na quinta-feira, às 14h30, no auditório do Ibama.

Na sexta haverá apresentações para o público interessado, em sessões às 14h e às 19h.

O filme conta algumas das histórias do Rio Potengi, entre elas a que revela quem foram os responsáveis pelo crime ambiental que devastou seu estuário.

Com base em depoimentos e documentos inéditos disponibilizados pela Polícia Federal e pelo Ibama, o documentário reconstrói o episódio, e mostra que os culpados são, na verdade, duas conhecidas empresas – uma delas uma grande corporação – que passaram incólumes ao longo de todos esses anos.

Depois da exibição para a imprenda, técnicos do Ibama darão entrevistas.

O filme de uma hora e 40 minutos foi financiado por seus próprios realizadores, os analistas ambientais Airton De Grande e Alvamar Queiroz, e não tem fins lucrativos.

O material será disponibilizado via Internet após a fase de exibição em festivais de todo o Brasil. 

“O poder público ainda não deu a atenção que o Potengi precisa. Rio Contado é um recado claro para as autoridades”, explicou Alvamar.

Durante dois anos e meio a equipe que produziu o documentário percorreu 1.500 km e ouviu mais de 100 pessoas desde a nascente do rio, em Cerro Corá, passando por São Tomé, Barcelona, São Paulo do Potengi, São Pedro, Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante até chegar à sua foz, em Natal. 

“Logo percebemos que abordar apenas a temática ambiental deixaria o filme triste e entediante. O que dá vida ao rio e, consequentemente, ao documentário, são as pessoas que moram em suas margens”, disse Airton De Grande. 

Nos 180 Km de rio, os ribeirinhos registraram as diferentes visões recriando a vida do Potengi através de histórias inusitadas, lembranças de infância, melodias saudosas e até casos de assombração e de um navio fantasma. 

O filme mostra também a importância das águas do Potengi para a população e como a urbanização e o progresso o agridem, retirando sua areia, jogando lixo e esgoto em seu leito – todas as cidades, da nascente à foz, lançam esgotos no Potengi. 

Em Ielmo Marinho, por exemplo, a retirada descontrolada de areia do rio provocou o rebaixamento do lençol freático, deixando os agricultores sem água em suas terras. 

Além de populares, foram entrevistados os jornalistas Vicente Serejo e Woden Madruga, o fotógrafo Giovanni Sérgio, o artista plástico Dorian Gray Caldas, a historiadora Fátima Martins Lopes, 



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