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1 de junho de 2015 às 13:34

Planejar, só depois de juntar os cacos

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Do blog de Matheus Leitão, no G1, a radiografia dos aliados do Planalto que não enxergam que o ministro, antes de qualquer planejamento, precisa juntar os cacos em que foram transformadas a economia do Brasil:

Recessão e desemprego aumentam o isolamento de Levy

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tem enfrentado dificuldades em várias frentes. Parte do PMDB, por exemplo, vem disciplinadamente ajudando a enfraquecer suas propostas de ajuste fiscal no Congresso Nacional e apresentando outras que elevam os gastos do Tesouro.
Segundo o Blog apurou, parcela importante do partido considera que Levy não apresenta um projeto de política econômica e, sim, somente propostas de ajuste fiscal. Nesta corrente, há um crescente discurso de que não há políticas macroeconômicas de longo prazo em sua gestão.
Na opinião desses caciques, mesmo com o risco de o Brasil perder o grau de investimento por agências reguladoras, ele deveria abrir uma discussão sobre o futuro da política econômica. Do contrário, nessa visão, o ministro não passa de um secretário do Tesouro, e não alguém que pensa de maneira macro a economia.
Já o PT se divide entre críticas abertas a sua política econômica, que não tem respaldo no programa partidário, e aqueles que aceitam o momento atual e as medidas de ajuste fiscal como uma correção de rumo. De um lado ou de outro, dificilmente Levy terá no PT defensores abertos de sua política econômica fiscalista.
A própria presidente Dilma Rousseff não tem especial ligação com Levy. Caso tenha que escolher em algum impasse futuro, deverá optar pelas ideias do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, que tenta se diferenciar de Levy. É nesse quadro que o ministro da Fazenda se torna cada vez mais solitário do governo.
E essa tendência pode aumentar. A notícia veiculada no G1 pelo colunista Gerson Camarotti, de que o ambiente de recessão econômica e a queda do nível de emprego continuam a cobrar seu preço na popularidade de Dilma é propício a isto. Culpar o ministro da Fazenda pelos problemas é mais fácil que admitir erros passados.

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