Thaisa Galvão

22 de fevereiro de 2016 às 14:17

Com mandados de prisão expedidos, João Santana e a mulher Mônica já providenciaram retorno ao Brasil [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do G1
João Santana e sua mulher agendaram retorno ao país, diz defesa


Casal teve a prisão decretada na 23ª fase da Lava Jato. PF suspeita que o publicitário recebeu dinheiro de propina da Petrobras

O advogado Fábio Toufic informou à Justiça que o publicitário João Santana e sua mulher, Monica Moura, que tiveram a prisão temporária decretada na 23ª fase da Operação Lava Jato, já agendaram o retorno ao Brasil – que deve ocorrer nas próximas horas.

O casal está na República Dominicana, onde presta serviços de marketing para Danilo Medina, candidato à reeleição à presidência naquele país.

As informações foram protocoladas nesta segunda-feira (22) na 13ª Vara Federal da Seção Judiciária de Curitiba, aos cuidados do juiz federal Sergio Moro, responsável pela operação na 1ª instância. 

O marqueteiro, que atuou em campanhas da presidente Dilma Rousseff e da campanha de reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, recebeu US$ 7,5 milhões em contas no exterior, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

Investigadores suspeitam que ele foi pago com propina de contratos da Petrobras.

Santana teria recebido US$ 3 milhões de offshores ligadas à Odebrecht, empresa também investigada na Lava Jato, entre 2012 e 2013, e US$ 4,5 milhões do engenheiro Zwi Skornicki, entre 2013 e 2014.

Representante oficial no Brasil do estaleiro Keppel Fels, Skornicki foi preso nesta fase da operação. Ele é apontado como operador do esquema.

Íntegra do documento protocolado por Fábio Toufic:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL SERGIO MORO, DA 13ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA (PR)
Procedimento n° 5002515-61.2016.4.04.7000
JOÃO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO e MONICA REGINA CUNHA MOURA, já qualificados nos autos em epígrafe, vêm, por seus advogados, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, expor e requerer quanto segue:
Os peticionários tomaram conhecimento, na manhã de hoje, pelos meios de comunicação, de que foram alvo de fase ostensiva da “Operação Lava Jato”.
Como, no entanto, já informado em petição previamente protocolada perante este d. Juízo, encontram-se fora do país, a trabalho. Todavia, já agendaram seu imediato retorno ao Brasil, movimento que deve ocorrer nas próximas horas.
Mesmo sem ter a informação oficial sobre a existência ou não de mandados de prisão, informam que, tão logo realizado o desembarque, apresentar-se-ão, imediatamente, às autoridades responsáveis pela investigação.
Por fim, esclarece que é mentirosa e leviana a alegação veiculada em alguns periódicos na manhã de hoje, de que teriam desistido de embarcar em vôo que chegaria hoje ao Brasil. O referido bilhete aéreo foi emitido pela agência de viagens há mais de uma semana por engano, tanto que cancelado no mesmo dia. Perversa, portanto, qualquer relação que se queira fazer entre esse fato e a operação deflagrada na data de hoje.
Termos em que, confiando que serão tomadas todas as medidas para que sua chegada ao país não se transforme em um odioso espetáculo público,

Pedem deferimento.

São Paulo, 22 de fevereiro de 2016.

Fábio Tofic Simantob

Débora Gonçalves Perez

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