Thaisa Galvão

2 de julho de 2016 às 9:53

Tchau hub da Latam [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Que hub que nada…

Não vai ser dessa vez que o Rio Grande do Norte sediará o tão esperado hub da Latam.

O RN, Pernambuco e Ceará jogaram dinheiro fora contratando consultorias, projetos…

Foram atropelados pela crise, como disse a presidente da Latam, Cláudia Sender, em entrevista exclusiva ao Globo de hoje.

Abaixo a íntegra da entrevista:

‘Indústria da aviação está em estágio de coma’, diz presidente da Latam
RIO – Na presidência da Latam Brasil desde 2013, Claudia Sender defende não apenas a abertura de capital a estrangeiros como mudanças nas regras do setor para que a aviação saia do “coma”. 

Com a demanda fraca, o projeto do hub do Nordeste foi suspenso, e a previsão é cortar 35% dos voos para os EUA.

O recuo do governo na liberação de 100% ao capital estrangeiro nas aéreas prejudica a Latam Brasil (ex-TAM)?
A gente tem uma estrutura acionária que funciona (os estrangeiros, liderados pela família Cueto tem 20% do capital votante da Latam Brasil, limite hoje permitido pela lei). Para nós, não faz diferença.

E para a indústria?
A indústria aérea é de capital muito intensivo, com compromissos de longo prazo e cujo resultado é muito impactado pelos ciclos da economia. Nos últimos dois anos, as quatro maiores empresas do país somadas perderam R$ 10 bilhões. Não há como uma empresa aguentar isso com o custo de capital no Brasil. Os bancos brasileiros estão muito avessos a risco, há bastante tempo o mercado está fechado para as aéreas brasileiras.

É a favor de 49% ou 100% de capital estrangeiro?
A gente acredita que os 49% é uma evolução em cima dos 20%. Qual deve ser o limite é um questionamento menor.

Como a entrada de sócios estrangeiros ajudaria as empresas brasileiras?
O que a aviação brasileira vive hoje é uma jabuticaba, e não é o capital estrangeiro que vai resolver. O que o capital estrangeiro ajuda é que as empresas passem por ciclos econômicos mais críticos sem quebrar. Mas, se o Brasil continuar com a estrutura de custos que tem, com a complexidade jurídica que tem, com a estrutura trabalhista que tem, não existe empresa no mundo que invista a fundo perdido.

Há o temor de perda de postos de trabalho.
Independentemente de quanto do capital é estrangeiro ou não, as empresas que operam no Brasil precisam obedecer o Código Brasileiro de Aeronáutica. Então, não vão destruir o emprego do aeronauta brasileiro. Para mim, é um pouco difícil de entender o porquê da resistência à abertura do capital ao estrangeiro

O governo também quer mudar as regras do setor, como acabar com a franquia de bagagem. Como vê essas mudanças?
Hoje existe um grande pacote de discussões que a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) tem liderado junto ao governo para que a gente saia do estágio de coma da indústria da aviação brasileira. O primeiro ponto da agenda é a incidência de ICMS (sobre o querosene de aviação) e a revisão das alíquotas. Abastecer em Recife custa três vezes mais por litro do que abastecer em Miami. E 40% do nosso custo é combustível.

E quanto às bagagens?
O Brasil é o um entre quatro países no mundo que não permite a cobrança da primeira bagagem. Está ao lado de países como Bolívia e Venezuela, que não têm uma indústria de aviação desenvolvida como a brasileira.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também quer mexer na resolução que trata de compensações aos usuários em caso de atraso ou cancelamento de voo por mau tempo. A mudança climática é um risco do seu negócio. Não deveria estar embutida no seu preço?
Está. Mas por que vou penalizar o passageiro que voa entre Belém e Manaus se o Santos Dumont fechou hoje? Isso acaba sendo distribuído no preço para todo mundo. O tema meteorologia não existe em nenhum outro lugar do mundo. Se você vai a Nova York e fecha (o aeroporto) numa nevasca, nenhum passageiro espera ser recompensado. Por um lado, é risco do negócio. Do outro lado, é risco do passageiro que resolveu voar na véspera de Natal quando tem uma nevasca em Nova York. Num mercado mais maduro, o passageiro também assume o risco.

Você acha que o risco deve ser partilhado?
A gente precisa se adequar às práticas mundiais. O que a gente está criando no Brasil é uma aviação não competitiva. Outro ponto é a jornada de trabalho do aeronauta. Um tripulante internacional da Latam que faz a rota Londres-São Paulo faz essa rota três vezes no mês. O tripulante da British Airways faz quatro vezes. Ele é 33% mais produtivo que o nosso tripulante. Mão de obra é o segundo maior custo para nós, depois de combustível.
A preocupação é se as tarifas de fato vão cair, após a desregulamentação.

O que aconteceu no mundo todo?
O Brasil, às vezes, não é igual ao mundo todo…
Se tivermos desregulamentação e dermos escolha para o passageiro, quem decide é o pasageiro. Os insumos em dólares, que representam 60% dos nossos custos totais, mais que dobraram nos últimos dois anos. Por que não conseguimos repassar esses custos? Porque não tem demanda. Quem manda é o passageiro. A gente entra numa linha de tutelar o passageiro e protegê-lo tanto, que acaba criando muita restrição e ficando tudo mais caro para ele.

Todas as aéreas cortaram voos no mercado doméstico este ano. A Latam decidiu cortar 35% dos voos para os EUA, que é o principal destino dos brasileiros no exterior. Por quê?
A demanda pelos voos Brasil-EUA caiu 50% nos últimos dois anos. O brasileiro usava os Estados Unidos como um destino de compras. E aí, quando já não é tão interessante fazer o enxoval em Miami ou fazer compras nos outlets… Os outlets de Miami e de Nova York entraram numa grande crise com a desvalorização do real.

Com a demanda fraca, como fica o projeto do hub (centro de distribuição de voos) do Nordeste?
Mesmo com a crise, o Nordeste continua sendo a esquina do continente. Ele tem posição geográfica estratégica para ser o ponto de conexão entre América do Sul e Europa. Continua sendo um objetivo estratégico para a gente. Mas, dado o nível de demanda hoje, tem que ser levado com um pouco mais de cautela. O projeto está on hold (em suspenso). A gente vai continuar avaliando a demanda e a infraestrutura disponível. Este ano não sai decisão.

O projeto está on hold (em suspenso).

Cláudia Sender

A Latam tem prejuízo desde 2011, quando a demanda ainda crescia. Houve má gestão?
A aviação é uma indústria suscetível a muitos choques. A evolução do preço do petróleo, em 2010, 2011, 2012, aquela explosão dos preços dos combustíveis, não tava dentro das projeções quando fizemos nosso planejamento de frota. E o Brasil passou por uma maxidesvalorização cambial. Quando entrei na TAM em dezembro de 2011, o dólar tava a R$ 1,69. Hoje, a gente dá graças a Deus que esteja em R$ 3,20. Cerca de 60% dos nossos custos são dolarizados. Não é um mercado de fácil projeção.

Com qual projeção para o PIB a Latam trabalha este ano?
Encolhimento do PIB muito parecido do ano passado e potencial estabilidade, para um ligeiro crescimento em 2017. Duvido que em 2012 qualquer analista pudesse prever que o Brasil teria dois anos de encolhimento de 4%.

O mercado brasileiro comporta quatro aéreas?
Ele tem potencial de dobrar de tamanho muito rapidamente. No Brasil, temos 0,5 viagem por habitante por ano. O Chile tem 0,95. Agora, a gente precisa de um mercado que suporte a aviação, que você possa dar escolha para o passageiro. Quer despachar bagagem? É possível, desde que pague por isso. Se o mercado crescer, comporta até mais empresas. E tem que sobreviver quem for mais competente.

Com o novo governo, houve mudança de interlocução com as empresas?

Uma das coisas que o novo governo entende é que o déficit primário e o investment grade (selo de investimento seguro) são muito importantes para a população. Para a população, o que vale é emprego. E quem vai gerar emprego são as empresas. E para as empresas voltarem a investir no Brasil é preciso confiança. Hoje, o que existe é esperança. O que mudou efetivamente na interlocução é que o governo está tentando construir um caminho de confiança no setor privado para que se retome o investimento no Brasil. Agora, isso leva tempo.

Nomear ministros que são investigados pela Lava-Jato inspira confiança?
A gente tem que esperar uma consolidação do processo de impeachment. Independentemente de quem seja o presidente, a gente precisa ter clareza de quais serão os próximos passos.

2 de julho de 2016 às 9:31

Governador Robinson Faria acompanha prefeitos aliados em último dia de inaugurações [1] Comentários | Deixe seu comentário.

O governador Robinson Faria acompanhou ontem à noite, em Nova Cruz, o prefeito Cid Arruda na reinauguração do Hospital Monsenhor Pedro Moura.
Desde 2011 a unidade municipalizada funcionava apenas com atendimentos de urgência, mas passou por ampla reforma e terá à disposição da população 30 leitos e realizará atendimentos na área obstétrica, clínica médica, infantil, clínica cirúrgica, cirurgias, partos e pré parto, urgência e emergência.

A reforma do hospital foi realizada com recursos de emenda parlamentar de R$ 700 mil do deputado federal Fábio Faria. 
Fotos Rayane Mainara

No último dia que prefeitos-candidatos à reeleição podiam inaugurar obras, o governador também foi Macaíba, onde o prefeito Fernando Cunha,l inaugurou a Vila Olímpica, um complexo poliesportivo de 50 hectares com capacidade para atender cerca de duas mil pessoas diariamente em diversas modalidades esportivas. 

A Vila foi aberta oficialmente com a chegada da tocha olímpica pelas mãos da atleta potiguar Magnólia Figueiredo.

O governador também foi cumprir agenda em Jardim de Piranhas, onde foi acompanhado pelo deputado Nelter Queiroz.


2 de julho de 2016 às 3:42

tvTG: Wilma confirma pré-candidatura à vereadora e revela que o prefeito Carlos Eduardo não lhe dá ouvidos como vice [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Pré-candidatíssima à vereadora, a prefeita de Natal por dois mandatos, e governadora do Rio Grande do Norte por dois, a atual vice-prefeita Wilma de Faria disse na entrevista que nos concedeu, no Jornal da Noite da 95FM, que disputar uma vaga na Câmara Municipal de Natal em nada diminuirá sua carreira política.
Em tratamento de quimioterapia, Wilma foi à procissão de São Pedro, no Alecrim, e ao estúdio da 95FM para a entrevista, onde revelou que ali estava ‘tomando’ mais uma etapa da quimio.
Por causa do tratamento, vai fazer uma campanha distante dos palanques, mas bem próxima do eleitor, já que as redes sociais hoje permitem essa aproximação.
Sobre seu atual cargo público, revelou que é vice-prefeita mas não tem atuado como tal.
Até tenta quando visita comunidades, escolas, e repassa demandas para o prefeito Carlos Eduardo, mas não é atendida.
Sem espaço no grupo que ajudou a eleger, Wilma, que hoje preside o PTdoB, vai apoiar a candidatura da filha, deputada Márcia Maia (PSDB) que deverá disputar a Prefeitura.
Acompanhe a entrevista:

2 de julho de 2016 às 3:20

Eleja-se: Marketing e regras eleitorais em debate neste sábado em Natal [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Neste sábado, um time de profissionais com experiência em campanha eleitorais se reúne a partir das 8 horas no Hotel Holiday Inn Arena das Dunas, em Natal, para apresentar o Seminário Eleja-Se.
Serão palestrantes o juiz federal Marco Bruno de Miranda, a contadora Lígia Limeira, o jornalista Jean Valério, os publicitários Arturo Arruda e João Maria Medeiros…
Quem ainda não se inscreveu ainda pode fazê-lo pelo site: www.resultadosja.com

2 de julho de 2016 às 1:34

Márcia Maia comanda encontro regional para discutir direitos de crianças e adolescentes [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A pré-candidata à prefeita de Natal, deputada Márcia Maia (PSDB) comandou nesta sexta-feira, na Assembleia Legislativa, como coordenadora para a região Nordeste, o 1º Encontro Nordeste da Frente Nacional de Mobilização Pró-Criança e Adolescente (Fenacria).

Antes das discussões em torno dos direitos das crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte e a violência na região, houve a apresentação da Orquestra de Violão Domingos Sávio, formado por jovens do Centro Dom Bosco, da zona Norte de Natal.

Márcia apontou dados sobre a violência contra os jovens e pediu a implementações de ações voltadas a esse público.

“A política pública de qualquer governo deve ser a de priorizar a vida. Através de nossas Casas Legislativas, devemos defender a boa gestão e a prestação de bom serviço à população”, afirmou a presidente da Frente Parlamentar da Criança e do Adolescente do RN.

Participou do evento o presidente da Fenacria, deputado goiano Carlos Antônio.

“É com muita satisfação que observamos o crescimento da nossa frente e o trabalho da deputada Márcia Maia tem sido importantíssimo nesse segmento e também na Fenacria”, disse o parlamentar.

Ficou definido que o próximo encontro será em João Pessoa.

2 de julho de 2016 às 1:21

Câmara de Natal votará na segunda-feira projeto que altera plano de cargos do funcionalismo [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A Câmara Municipal de Natal convocou os vereadores para sessão extraordinária na segunda-feira a partir das 10 horas e sem hora para terminar.
É que a Casa terá que votar o Projeto de Lei Complementar nº 04/16, que “Altera o Plano de Cargos e Vencimentos dos funcionários da Administração Direta e Autárquica da Prefeitura Municipal de Natal, instituído pela Lei Municipal nº 4.108, de 02 de julho de 1992, bem como atualizado e normatizado pela Lei Complementar nº 118/2010, conforme Mensagem nº 55/2016″.

O projeto foi aprovado em primeira discussão e em caráter de urgência, com parecer favorável das comissões técnicas quanto aos aspectos constitucional, legal e jurídico.

Entre outros pontos, o texto transfere a categoria dos guardas municipais do Grupo de Apoio e Serviços Gerais para o Grupo de Técnico em Segurança Pública.

Com a alteração, a população espera que a Guarda Municipal passe da função de guardar prédios públicos para cuidar da segurança pública

2 de julho de 2016 às 1:06

Prefeitável Kelps Lima reúne aliados de 120 municípios para discutir sobre eleições [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Pré-candidato a prefeito de Natal, o deputado Kelps Lima (SD) reúne neste sábado, a partir das 9 horas no Hotel Praia Mar, em Ponta Negra, representantes do Solidariedade de 120 municípios do Rio Grande do Norte.

Evento para afinar o discurso do partido sobre eleições nos municípios.

Na sua palestra, Kelps vai explicar como fazer campanha eleitoral sem grandes estruturas e utilizando basicamente as redes sociais.

2 de julho de 2016 às 0:55

PMDB já discute plano B [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O deputado Hermano Morais é o Plano B do PMDB.
Caso o prefeito Carlos Eduardo vete qualquer que seja a indicação do PMDB para vice na sua chapa de reeleição, o partido comandado pelo ex-ministro Henrique Alves pode reavaliar a aliança já anunciada, como já deliberou o partido internamente.
Plano B para disputar a Prefeitura com o PMDB na cabeça, e não mais como coadjuvante.

Em conversas com políticos com mandato, Hermano Morais tem citado essa possibilidade.

2 de julho de 2016 às 0:53

Hermano Morais: único pré-vice que não acompanhou prefeito no último dia de inaugurações [0] Comentários | Deixe seu comentário.

E dos 4 pré-vices do prefeito Carlos Eduardo, um não acompanhou o gestor nesta sexta-feira, na agenda do último dia previsto pela lei eleitoral para gestores candidatos inaugurarem obras.
O deputado Hermano Morais, que recebeu o prefeito em seu gabinete na Assembleia Legislativa, e que foi convidado pelo prefeito a colaborar na elaboração do plano de governo, não acompanhou Carlos Eduardo.
O deputado Álvaro Dias, o ex-secretário de Turismo Fred Queiroz e o ex-presidente da Fecomercio, Marcelo Queiroz, participaram da agenda de Carlos Eduardo.

O prefeito inaugurou uma Unidade do Cadastro Único do Bolsa Família, a
Alameda do Alecrim, o Espaço de Lazer Marinho Chagas, na zona Norte, e com o secretário Luiz Roberto Fonseca, a reforma da Unidade Básica de Saúde do Conjunto Novo Horizonte, no Bom Pastor.

2 de julho de 2016 às 0:51

Lei eleitoral limita gestão de prefeitos candidatos [0] Comentários | Deixe seu comentário.

E a partir deste sábado, prefeitos que são candidatos, estão proibidos de nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, até a posse dos eleitos, em janeiro de 2017, sob pena de nulidade de pleno direito.
Vale salientar que cargos comissionados não estão livres de exoneração.
A partir de hoje a propaganda de Prefeituras está proibida na mídia.
E além de não poderem mais inaugurar, os prefeitos-candidatos não podem sequer comparecer a esses eventos.