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26/12/2016





E se Álvaro não renunciar?

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O deputado Álvaro Dias (PMDB) disse ao Blog que vai renunciar ao mandato na Assembleia Legislativa um dia antes de tomar posse como vice-prefeito de Natal. Dia 31 de dezembro. Sábado.   Álvaro virou vice-prefeito eleito de Natal após o PMDB se aliar ao prefeito Carlos Eduardo (PDT) para indicar o vice, mas mirando mesmo na Prefeitura. Elegendo o vice, apostaria na candidatura de Carlos a governador em 2018. A primeira parte do plano deu certo. Indicado e eleito.   Falta agora a Prefeitura.   Se o processo eleitoral estadual fosse hoje, Carlos Eduardo apostaria as fichas na disputa pelo governo. Apesar dos atrasos nos pagamentos das folhas, parece bem na fita com o eleitorado. Mas a eleição para o Governo ainda é em outubro de 2018.   Carlos Eduardo tem pouco mais de um ano para mostrar serviço e se credenciar a disputar o mandato de governador.   Só que para ser candidato ao governo, o prefeito terá que renunciar. E renunciar faltando 6 meses para a eleição. Um risco de tamanho ainda não calculado.   Para renunciar no dia 6 de abril de 2018, seis meses antes da eleição de 7 de outubro, Carlos terá que ter certeza de que não correrá risco. Terá que ter certeza que será eleito, já que não volta para a Prefeitura caso não ganhe a eleição. Para ser candidato em outubro, terá que renunciar ao mandato de prefeito em abril.   E quem danado tem certeza hoje no Brasil, do que pode acontecer em seis meses?   Carlos Eduardo tem dito que cumprirá os 4 anos de gestão no seu quarto mandato. Ao Blog, disse que eleição de 2018 não lhe tira o sono. Mas Álvaro Dias tem esperado muito mais por 6 de abril de 2018, do que por primeiro de janeiro de 2017 quando tomará posse como vice. E 31 de dezembro, data que terá que renunciar ao mandato na Assembleia...essa ele preferiria riscar do calendário. Está difícil para o deputado renunciar e entregar o mandato à suplente Larissa Rosado, que não vê a hora de chegar 31 de dezembro.   A dúvida de Álvaro: se Carlos Eduardo cumprir mesmo os 4 anos de gestão, para que serviu deixar o mandato de deputado? Abrir mão de um gabinete, de vantagens como parlamentar, para ficar como vice... Vice é vice, como já filosofou o prefeito Carlos Eduardo.   E se Álvaro não renunciar?

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