Thaisa Galvão

1 de novembro de 2019 às 0:30

Prefeitura aciona justiça e cobra posição do Estado sobre hotel Reis Magos [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O procurador geral do Município de Natal, Carlos Castim, acionou a justiça para cobrar do Governo do RN o posicionamento sobre tombamento ou não das ruínas do prédio onde um dia foi o hotel Reis Magos.

A Prefeitura alega que todos os prazos para a emissão desse parecer por parte do Poder Executivo Estadual foram esgotados.

A ação chama atenção para o perigo que a população vizinha corre com o eminente risco de desabamento completo da combalida estrutura do prédio e a precária situação sanitária do local.

Na entrevista que nos concedeu no Jornal da Noite, na 95MaisFM, Carlos Castim disse que o Conselho Municipal de Cultura, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e o Conselho Estadual de Cultura já se peonunciaram a favor da demolição das ruínas.

Falta apenas o parecer da Secretaria de Educação do Estado emitir o seu parecer.

“Pedimos em nossa ação que a Justiça determine que em um prazo de 72 horas o Estado decida se vai tombar ou não o equipamento, e caso siga o caminho da preservação do prédio, que arque com os custos para recuperar o espaço e dar segurança a sociedade”, destacou Carlos Castim.

O hotel, que segundo Carlos Castim tinha Aluízio Alves como um dos nomes, foi vendido ao grupo Pernambuco S/A, que já decidiu que não tem interesse no tombamento.

“O risco de desabamento é real. Para se ter uma ideia, o custo para recuperar a estrutura e toda a parte de instalações, alvenaria, revestimentos e outros serviços é de R$ 40 milhões, ao passo que a demolição total do prédio e a remoção dos resíduos tem um valor de R$ 1 milhão. É inviável do ponto de vista financeiro executar uma reforma. A Prefeitura está alertando e buscando tomar as providências necessárias para evitar uma tragédia de grandes proporções, mas está de mãos atadas na espera desse parecer do Governo Estadual. Isso precisa acontecer o mais rápido possível, pois estamos falando de vidas humanas”, explicou o secretário de Obras da Prefeitura, Tomaz Neto.

Na coletiva desta quinta-feira, o secretário de Saúde do Município, George Antunes ressaltou que não autoriza mais a entrada de agentes de saúde no prédio, por medo que escombros desabem sobre eles.

Segundo Castim na entrevista, caberá a quem optar pela manutenção da estrutura do Reis Magos, os custos com demolição e recuperação.

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