Thaisa Galvão

17 de janeiro de 2020 às 12:08

Secretário de Cultura do governo Bolsonaro recorre a Hitler e tenta comprar por 20 milhões um novo modelo de arte no Brasil [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Medo!

Não do novo modelo de cultura que o ‘hitleriano’ secretário da Cultura do governo Bolsonaro, Roberto Alvim, deseja implantar no Brasil lançando um concurso com premiação de 20 milhões de reais.

Valor que para o novo governo, vale a cultura.

Mas, do estilo ‘hitleriano’ do auxiliar do governo.

Ridículo?

É pouco.

Mas Roberto Alvim, ao anunciar um novo formato para a arte nacional – ah, coitxado – foi rechaçado até pelo questionável Olavo de Carvalho, que disse que ‘Roberto Alvim talvez não esteja muito bem da cabeça’.

E pensar que se acha isso de Olavo de Carvalho.

Pois…

Ao tentar comprar por 20 milhões um novo modelo de cultura, Roberto Alvim, no vídeo que divulgou, citou trechos de uma fala do ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels:

“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional, será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional, e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo – ou então não será nada”.

Quem foi que disse que a arte brasileira vai mudar?

Que os artistas vão rezar na cartilha do novo Hitler?

Quem um concurso vai mudar a genialidade das pessoas?

Quem vai deixar de ser artista, de produzir arte, porque não se inscreveu no concurso lançado por Roberto Alvim?

A fala de Alvim nesse vídeo postado, que virou o assunto mais comentado nas redes sociais, tem semelhança com um discurso de Goebbels feito em 8 de maio de de 1933, no hotel Kaiserhof, em Berlim (Alemanha), para diretores de teatro.

“A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos [potência emocional] e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada”, disse Goebbels, segundo o livro “Joseph Goebbels: Uma biografia” (Ed. Objetiva), de 2014, escrito pelo historiador alemão Peter Longerich.

Veja o vídeo e chore.

Ou ria.

Como queira.

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