Thaisa Galvão

12 de fevereiro de 2020 às 21:25

Paulo Guedes: um lixo [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Um lixo a pessoa do tal Paulo Guedes.

Ele pode até ser um ministro eficiente, mas como pessoa mostrou que é um lixo.

Falou besteira e tentou remendar, mas…quando ele diz que até empregada doméstica vai pra Disney, e que bom mesmo é o dólar alto, ele está deixando bem claro que empregada doméstica não tem que ir pra Disney.

O dólar alto “bom pra todo mundo”, como diz Paulo Guedes, não é bom para empregada doméstica que não tem salário de ministro.

E com o dólar alto empregada doméstica não consegue ir para a Disney, portanto, o remendo de Paulo Guedes no meio da matéria não cabe na cabeça de pessoas inteligentes.

E quem danado é Paulo Guedes para montar roteiro turístico de ninguém?

Por que empregada doméstica só pode viajar para a cidade onde nasceu Roberto Carlos?

Menos, ô lixo!

Ele foi péssimo.

E não adianta dizer que a fala está fora do contexto.

Veja a reportagem do Globo:

BRASÍLIA — O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira que o dólar mais alto é “bom para todo mundo”. Ele afirmou que, com o dólar mais baixo, “todo mundo” estava indo para a Disney, nos Estados Unidos, inclusive “empregada doméstica”. E recomendou que os brasileiros viajem pelo Brasil.

“O câmbio não está nervoso, (o câmbio) mudou. Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia, uma festa danada. Pera aí. Vai passear ali em Foz do Iguaçu, vai passear ali no Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeiro do Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu, vai passear o Brasil, vai conhecer o Brasil. Está cheio de coisa bonita para ver”, disse o ministro, durante um evento em Brasília.

Nesta quarta-feira, o dólar bateu o quarto recorde consecutivo em relação ao real. A moeda norte-americana encerrou o dia vendida a R$ 4,3505, em alta de 0,55%. Para Guedes, o mix de juros baixos e câmbio alto é bom, porque aumenta as exportações e substitui importações, inclusive no turismo.

Ao continuar o discurso, Guedes afirmou:

“Antes que falem: ‘Ministro diz que empregada doméstica estava indo para Disneylândia’. Não, o ministro está dizendo que o câmbio estava tão barato que todo mundo está indo para a Disneylândia, até as classes sociais mais…”

Na sequência, o ministro da Economia recomendou outros pontos turísticos para serem visitados no Brasil.

“Todo mundo tem que ir para a Disneylândia conhecer um dia, mas não três, quatro vezes por ano. Porque com dólar a R$ 1,80 tinha gente indo quatro vezes por ano. Vai três vezes para Foz do Iguaçu, Chapada Diamantina, conhece um pouquinho do Brasil, vai ver a selva amazônica. E na quarta vez você vai para a Disneylândia, em vez de ir quatro vezes ao ano”, disse o ministro.

Guedes afirmou que o Brasil passou pelo momento de dólar baixo e juro alto — a Selic está em 4,25% ao ano. Para Guedes, é melhor “quatro com quatro” do que dólar a R$ 1,80 com juros a 14%.

“O juro é um pouco mais baixo, o que é bom para todo mundo. E ao mesmo tempo, um câmbio um pouquinho mais alto, o que é bom para todo mundo. Mais exportação, mais substituição de exportações, inclusive em turismo”, disse ele.

Na semana passada, Guedes comparou servidores públicos a parasitas. Depois, disse que foi tirado de contexto e pediu desculpas. Nesta quarta, Guedes disse que levou bronca até da mãe.

“Meu primo, minha madrinha e até minha mãe, que foi funcionária pública me escreveu (criticando), disseram que trabalhavam. Mas não falei dos indivíduos, as pessoas que são sérias e merecem todo respeito”, justificou.

A fala de Guedes foi feita durante o Seminário de Abertura do Ano, organizado pelo grupo “Voto”. Integrantes do governo, como o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, participaram do encontro, em momentos diferentes. Na plateia, estavam empresários, como Jorge Gerdau.

Em outro trecho do discurso, Guedes comentou os “modos” do presidente Jair Bolsonaro. Para ele, o que importa é o conteúdo:

“Não estou ligando muito para os maus modos do presidente, eu tenho maus modos também, vivo falando besteira. A forma a gente erra, mas o importante é o conteúdo”.

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