Thaisa Galvão

8 de julho de 2020 às 22:59

Restaurante/Hotel Manary adia reabertura: “O nome disso é cuidado, respeito, carinho” [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Hotel de charme com um restaurante badalado em Natal, o Manary decidiu adiar mais um pouquinho seu funcionamento.

O anúncio foi feito na segunda-feira:

8 de julho de 2020 às 22:40

Restaurante mais conhecido de Natal pelo Brasil afora, Camarões decidiu não abrir ainda e segue com serviços de entrega e retirada no local [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O restaurante Camarões, considerado cartão postal de Natal, símbolo do turismo do Rio Grande do Norte, decidiu permanecer de portas fechadas apesar do decreto municipal que permite a abertura de restaurantes e lanchonetes.

O Camarões segue com o serviço de entrega ou de retirada no local.

8 de julho de 2020 às 22:32

Covid: Sem distanciamento social, Natal ultrapassa São Paulo em número de mortos por 100 mil habitantes [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do professor-doutor Rubens Ramos, da UFRN, que vem estudando os números e os caminhos do coronavírus:

“Natal passa Maceió e São Paulo e se torna a 11ª capital com maior mortalidade por 100 mil habitantes do Brasil”.

Deixando bem claro: o número de mortos é calculados por 100 mil habitantes, explicando a proporcionalidade de cada estado.

Proporcionalmente, em Natal morreu mais gente de covid do que em São Paulo.

Eis o gráfico:

8 de julho de 2020 às 22:17

(?) Garoto-propaganda da cloroquina, o presidente Bolsonaro está com Covid? [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Infectado ou garoto-propaganda?

O presidente Bolsonaro jura que está com covid.

Testou positivo.

Todos os aliados e auxiliares que estiveram com ele nos últimos dias estão dizendo que testaram negativo.

E o Palácio do Planalto não afasta os servidores que tiveram contato com o presidente como determina o protocolo dos organismos mundiais de saúde.

O presidente tem covid mesmo?

Ou virou garoto-propaganda da cloroquina?

Na terça-feira à noite ele fez o comercial do medicamento que pode até ter reduzido sintomas de alguém, mas já matou muita gente, inclusive médicos.

Fazendo uma rápida pesquisa sobre uso de cloroquina, veja o que se encontra:

Agora o filme do presidente:

E a pergunta que não quer calar:

Quem produz cloroquina no Brasil?

Uma passadinha rápida no Google explica muita coisa.

8 de julho de 2020 às 20:59

PSDB trabalha para viabilizar nome do vereador Professor Ítalo para vice de Taveira em Parnamirim [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O PSDB vai se fortalecendo em Parnamirim.

Montou uma nominata para disputar cadeiras na Câmara, e tenta, com isso, viabilizar a vaga de vice na chapa do prefeito pré-candidato à reeleição, Rosano Taveira.

O vereador Professor Ítalo, que ao lado do vereador Betinho integra a bancada tucana na Câmara, é o nome sugerido pelo partido e conta com o apoio do presidente estadual do PSDB, o presidente da Assembleia Ezequiel Ferreira.

Vereador Professor Ítalo, nome do PSDB para a chapa majoritária

8 de julho de 2020 às 20:10

Ex-assessor do vereador Carlos e vizinho de sala do presidente Bolsonaro no Palácio do Planalto é alvo de ação do Facebook e acusado de operar rede “oficial” de fake news [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do Estadão:

A investigação que levou o Facebooka derrubar páginas ligadas a uma rede de fake news e perfis falsos identificou Tercio Arnaud Tomaz como sendo um dos responsáveis por alguns dos perfis. Trata-se do assessor especial da Presidência, que despacha diariamente no 3º andar do Palácio do Planalto, em uma sala a poucos passos do gabinete do presidente Jair Bolsonaro.

Ao lado de José Matheus Salles Gomes e Mateus Matos Diniz, também assessores da Presidência, Tercio integra o chamado “gabinete do ódio”, grupo coordenado pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho “02” do presidente.

A existência do núcleo dentro do Palácio do Planalto foi revelado pelo Estadão no ano passado.

Com perfil discreto, Tercio é responsável por cuidar de “redes sociais”, mas não detalha a sua função. Segundo relatos de ministros palacianos, o grupo de assessores especiais ao qual faz parte costuma alimentar as redes sociais do presidente e fazer relatórios diários sobre fatos do País e do mundo.

Diferentemente de seus antecessores, Bolsonaro optou por tirar a administração de suas contas pessoais em redes sociais da Secretaria Especial de Comunicação (Secom) logo no início do mandato.

O nome de Tercio consta na investigação feita por especialistas do Digital Forensic Research Lab①RFLab), grupo ligado ao Atlantic Council, instituição que realiza análise independente de dados do Facebook.

O relatório da DRFLab aponta que Tercio administrava páginas e contas com conteúdo de ataques a adversários políticos do governo, em muitos casos com conteúdo considerado “enganoso” e que mistura “meias-verdades para chegar a conclusões falsas”. A ele são atribuídos perfis como “Bolsonaro Oppressor 2.0″,que chegou a ter um milhão de seguidores, mas saiu do ar, e a BolsonaroNewsss.

“Muitas páginas do conjunto foram dedicadas a publicação de memes e conteúdo pro-Bolsonaro enquanto atacavam rivais políticos. Uma dessas páginas foi a página do Instagram @bolsonaronewsss. A página é anônima mas as informações de registro encontradas no código fonte confirmam que pertence ao Tercio Arnaud”, diz trecho do relatório DRFLab.

Em agosto do ano passado, Bolsonaro compartilhou, pelo Facebook, uma publicação que chama o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato, de “esquerdista estilo PSOL”. O link divulgado pelo presidente redirecionava a página para um post do perfil “Bolsonaro Opressor 2.0”, atribuído a Tercio.

Antes de atuar no governo, Tercio trabalhou para o gabinete do vereador Carlos Bolsonaro no Rio de Janeiro. Ele ocupava cargo de auxiliar de gabinete. No período da campanha eleitoral, Tercio atuava como assessor informal de Bolsonaro e divulgava compromissos do então candidato para jornalistas.

Este ano, o empresário Paulo Marinho, ex-aliado de Bolsonaro, afirmou que Tercio também frequentava a sua residência. Procurado, Tercio não quis comentar o conteúdo do relatório. O Palácio do Planalto também não se manifestou.

Relatório indentifica dois assessores do gabinete de Eduardo Bolsonaro

O DRFLab também identificou dois assessores do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho “03” do presidente, como responsáveis por operar a rede derrubada nesta quarta-feira.

São eles: Paulo Eduardo Lopes (conhecido como Paulo Chuchu) e Eduardo Guimarães.

Guimarães é funcionário do gabinete de Eduardo Bolsonaro na Câmara.

Já Oliveira foi exonerado no dia 26 de junho e agora está registrado como assessor do gabinete do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do governo.

O relatório do DRFLab cita a página “Bolsofeios” como sendo de Guimarães. A ligação ja havia sido apontada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Fake News, que identificou atualizações do perfil a partir de um celular do assessor de Eduardo.

A reportagem ligou e enviou mensagens para Paulo Eduardo Lopes e Eduardo Guimarães, mas eles não retornaram até a publicação desta notícia . Eduardo Bolsonaro também não respondeu.

8 de julho de 2020 às 17:32

Treinos do campeonato potiguar terão início no dia 15 e jogos sem torcida no dia 1º de agosto [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O Governo vai seguir a recomendação do comitê de especialistas da Secretaria de Saúde que emitiu parecer favorável para o retorno e conclusão do campeonato potiguar, encaminhado pela Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF).

Porém, como tem se comportado, o Governo poderá rever a autorização em caso de mudanças no cenário epidemiológico do RN.

Pela proposta acatada, a fase de treinamentos terá início no dia 15 e a retomada dos jogos, sem torcida presente, está prevista para 1º de agosto.

O retorno deverá obedecer a uma série de condições elaboradas pela FNF, para garantir a segurança do processo, entre tantas outras, a redução no número de pessoas envolvidas no que se refere a delegações e equipes e aos profissionais presentes no estádio.

8 de julho de 2020 às 17:16

Centro de Enfrentamento para Covid-19 instalado pela Prefeitura de Natal atende 246 pessoas no 1º dia de atividade [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O Centro de Atendimento para Enfrentamento da Covid-19, criado pela Prefeitura de Natal, está nesta quarta-feira (8) em seu segundo dia de operação. No dia de abertura, nesta terça-feira (7), a estrutura montada pela Prefeitura no Ginásio Nélio Dias, na Zona Norte, atendeu a 246 pacientes do Município. 

No Centro, o público passa por triagem, consulta médica e realiza testes swab. Caso haja indicação médica, tem a oportunidade de iniciar um tratamento com prescrição médica e retirada dos remédios no próprio local. A estrutura também conta com sala de estabilização para primeiros-socorros, caso alguém necessite.

As pessoas devem comparecer com cartão SUS, CPF e comprovante de residência (em Natal). O Centro funciona de segunda a quinta-feira, das 8h às 16h, e às sextas-feiras das 8h às 12h, com acesso pelo portão 02 do ginásio. Cerca de 70 profissionais da saúde atuam dando orientação, prestando atendimento e examinando a população que teve contato com alguém acometido pela doença ou apresenta histórico de sintoma sugestivo para Covid-19, como febre, tosse ou dor de cabeça.

O processo tem início na triagem, onde casos assintomáticos e sintomáticos são divididos por cor (Verde, para pessoas assintomáticas; e Amarelo, para sintomáticas). Em seguida, cada pessoa é atendida por um médico, para avaliação do caso clínico e prescrição do exame, quando necessário, e ainda o início de um protocolo medicamentoso para tratamento e prevenção do coronavírus. Na terceira etapa, é feita a coleta da amostra ou retirada do remédio na farmácia para o tratamento em casa.

Quem compareceu no primeiro dia, aprovou a estratégia da Prefeitura com o Centro de Enfrentamento. “Meu atendimento foi tranquilo. O médico era muito bom e achei a estrutura bem organizada. Recebi a medicação e vou fazer meu teste também. Tudo aqui mesmo, num único lugar”, elogiou Jorge José, 56, que há menos de uma semana passou a sentir febre e tosse.

“A finalidade aqui é expandir algumas das ações já desenvolvidas em nossa rede de atenção primária, como a disponibilização de medicamento e coleta de material para diagnóstico, tratamento precoce e profilático da doença. Como a Zona Norte é a região com mais índices de contágio na cidade e mostrou a necessidade de uma ação mais completa após o drive-thru de testagem que realizamos há duas semanas, decidimos criar o Centro de Atendimento para Enfrentamento da Covid-19 em Natal”, relatou o secretário municipal de Saúde, George Antunes.

8 de julho de 2020 às 16:34

Dados sobre queda de mortalidade infantil em Natal fazem parte de estudo americano e foram divulgados por revista científica [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O estudo feito por pesquisadores americanos, com dados do IBGE do Brasil, foi concluído após 15 anos de iniciado e seu resultado publicado na revista científica ‘Health Affairs’.
Eis a conclusão da pesquisa, segundo tradução da publicação.
Os resultados deste estudo sugerem que a falta de representação política feminina equitativa poderia impedir o progresso no sentido de alcançar, não apenas o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da equidade de gênero, mas também outros objetivos de redução da mortalidade infantil e da pobreza.
O progresso em direção à representação igualitária das mulheres na tomada de decisões políticas no Brasil, pode ser acompanhado por melhorias consideráveis na mortalidade infantil e na expectativa de vida, em parte como resultado do aumento do financiamento público e do acesso a serviços de atenção primária à saúde, bem como a programas de transferência condicionada de renda.
Melhorar a participação feminina nos níveis federal e local também pode levar a um maior apoio a outras políticas urgentes que foram associadas a melhores resultados de saúde infantil, como acesso a cuidados com a criança, apoio à licença familiar que pode ser dividida entre os pais e criação de mais ambientes de apoio à amamentação.

Embora seja importante entender melhor os mecanismos intermediários que vinculam a representação política da mulher à saúde, pesquisas futuras também devem ter como objetivo aumentar a compreensão dos processos políticos que produzem tais resultados.

Os campos da saúde pública e da epidemiologia social reconhecem cada vez mais os papéis desempenhados pelos contextos político e econômico nos determinantes sociais da saúde.
Os resultados deste estudo destacam a importância do uso de uma definição mais ampla de determinantes da saúde que delineia os caminhos políticos e econômicos para melhorar a saúde da população em todo o mundo.

8 de julho de 2020 às 16:31

Números do IBGE revelam que Natal registrou menor índice de mortalidade infantil na gestão da ex-prefeita Micarla de Sousa [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Os números do IBGE revelaram.

Foi na gestão da então prefeita de Natal, Micarla de Sousa, que o coeficiente de mortalidade infantil mais caiu na capital do Rio Grande do Norte.

Micarla foi eleita em outubro de 2008, quando o índice de mortalidade infantil em Natal, segundo o IBGE, foi de 16,5 crianças por cada mil nascidas.

Em 2009, primeiro ano de sua gestão, o IBGE registrou a queda, com 12,4 mortes para cada mil nascidos.

Em 2011, terceito ano da gestão da prefeita Micarla, o índice já foi de 10,1 crianças mortas para cada mil nascidas.

Segundo o estudo americano, “o melhor resultado da série histórica disponibilizado pelo IBGE”.

Na gestão de Micarla foi implantado um programa em que a criança recebia merenda também para levar para casa nos finais de semana, além de serviços de atendimento de saúde, em mutirão, nas escolas infantis.

“Acredito que conseguimos melhorar o nível de saúde das crianças, principalmente nas creches”, declarou Micarla à emissora alemã.

Micarla ficou na Prefeitura até outubro de 2012 quando foi afastada.

Em 2017, já na segunda gestão do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves após a de Micarla, o índice de mortalidade havia subido: morreram 13,3 crianças para cada mil que nasceram.

2017 foram os últimos dados do IBGE.

8 de julho de 2020 às 16:29

Emissora estatal da Alemanha entrevista a ex-prefeita de Natal Micarla de Sousa sobre queda nos índices de mortes infantis durante sua gestão [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Oito anos depois de ter deixado a Prefeitura de Natal, a jornalista Micarla de Sousa foi procurada nesta segunda-feira pela Deutsche Welle, emissora internacional da Alemanha que produz jornalismo independente em 30 idiomas.

O jornalista brasileiro Edison Veiga, que vive na Alemanha como repórter brasileiro do veículo com sedes em Bohn e Berlim, procurou Micarla após constatar que dados do IBGE apontaram a gestão dela, como prefeita de Natal, como a que mais reduziu mortes de crianças na história da administração pública de Natal.

Confira a reportagem:

A partir de dados de 3.167 municípios, pesquisadores concluíram que políticas públicas voltadas à primeira infância são mais prioritárias quando conduzidas por prefeitas, independentemente de seu espectro político.

Prefeitas mulheres costumam se sair melhor do que prefeitos homens no combate à mortalidade na primeira infância, independentemente do espectro político, aponta um estudo conduzido por pesquisadores brasileiros e publicado nesta terça-feira (07/07) na revista científica americana Health Affairs.

A pesquisa analisou dados de 3.167 dos 5.565 municípios brasileiros – foram descartados todos os que apresentavam consideráveis falhas nos registros. Nessa amostragem, a mortalidade de crianças de até cinco anos caiu de 25,1 para 13,6 por mil nascidos vivos entre 2000 e 2015. No mesmo período, destaca o estudo, o percentual de prefeitas mulheres saltou de 4,5% para 9,7%.

“A eleição de uma prefeita foi associada a uma redução na taxa de mortalidade em crianças menores de cinco anos de 0,027 ponto percentual”, comenta a nutricionista Ana Clara Duran, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e uma das autoras do estudo. À DW Brasil, a nutricionista apontou que uma redução semelhante também foi observada quando a proporção de deputadas estaduais e federais aumentou.

“Estes achados se mantiveram mesmo após ajuste para o partido político da eleita, ou seja, o efeito é independente do espectro político”, ressaltou Duran. “A representatividade da mulher amplia a implementação de projetos sociais e o acesso à saúde pública.” O estudo envolveu cinco pesquisadores, da Unicamp, da Universidade Federal da Bahia, da Universidad de Los Andes (Colômbia) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Os pesquisadores utilizaram uma série de variáveis para cruzar e filtrar os dados. Eles perceberam que no caso de prefeituras comandadas por mulheres, a cobertura de programas sociais é mais abrangente do que nas cidades chefiadas por homens.

O Bolsa Família, por exemplo, tem uma abrangência 2,5% maior nessas cidades. O Estratégia Saúde da Família, do Ministério da Saúde, tem uma cobertura 1,9% maior nessas localidades do que nos municípios sob gestão masculina.

Segundo Duran, para analisar essa relação entre o “empoderamento político das mulheres” e os óbitos infantis, os pesquisadores fizeram um banco de dados cruzando os registros disponíveis e ajustando-os com as variáveis entendidas como importantes. Os pesquisadores não abriram os dados completos da pesquisa para a reportagem.

“Fomos educadas para cuidar de idosos, crianças e doentes”

Prefeita de São Paulo entre 2001 e 2004, Marta Suplicy acredita que mulheres têm, culturalmente, uma sensibilidade maior para questões de saúde pública.
“Não à toa, pois por gerações fomos educadas para cuidar de idosos, crianças e doentes. O que custou caro, pois ficamos alijadas do poder. Quem consegue chegar lá e manter essas características ditas ‘femininas’ certamente tem comportamento diferenciado”, avalia a ex-prefeita à DW Brasil.
No ano 2000, a mortalidade infantil em São Paulo era de 18,4 por mil nascidos vivos. Dados de 2006 mostram um declínio para 12,9 pontos.

Em 2017, ano do último levantamento disponibilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram 11,2 mortos por mil nascidos.
O IBGE computa como mortalidade infantil os óbitos ocorridos no primeiro ano de vida da criança – padrão convencional em todo o mundo.

No estudo divulgado nesta terça, foi utilizado o critério de mortalidade até os cinco anos de idade, o que está alinhado com os parâmetros do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Suplicy elenca programas sociais de sua gestão, principalmente os focados na saúde da mulher, e a municipalização dos serviços de saúde, como fatores que contribuíram para esse quadro.

O Painel de Monitoramento da Mortalidade Infantil e Fetal, do Sistema de Informações sobre a Mortalidade (SIM), do Governo Federal, registra 1.544 mortes em São Paulo no ano de 2005. Em 2000 foram 2.411. O levantamento também considera apenas os óbitos ocorridos no primeiro ano de vida.

De norte a sul


Micarla de Sousa, que foi prefeita de Natal entre 2009 e 2012, destaca, de sua gestão, programas em que a criança recebia merenda também para levar para casa e serviços de atendimento de saúde, em mutirão, nas escolas infantis. “Acredito que conseguimos melhorar o nível de saúde das crianças, principalmente nas creches”, comenta.

O coeficiente de mortalidade infantil do município caiu de 16,5 por mil nascidos vivos para 12,4 de 2008 para 2009, segundo o IBGE. O cenário continuou melhorando e, em 2011, a cidade teve um índice de 10,1 – que segue sendo o melhor resultado da série histórica disponibilizado pelo IBGE, já que os últimos dados, de 2017, foram de 13,3.

De acordo com o SIM, foram 136 registros de morte infantil no município em 2008. O número caiu ano a ano, respectivamente para 104, 93 e 81 óbitos, voltando a aumentar em 2012 – 120 mortes.

“Conheci várias mulheres gestoras na minha época, e todas tinham o mesmo tipo de perfil: voltado para a área social, para a área de gestão entre educação, saúde e assistência social”, diz Sousa. “Mulheres têm um olhar mais focado nessa área de cuidar de gente.”

Sandra Kennedy, que foi prefeita entre 2009 e 2012 e hoje é vereadora em Registro, no interior paulista, prefere se lembrar de outra mulher para falar de sua gestão: a médica sanitarista Maria Cecilia Dellatorre, secretária de Saúde de sua gestão. “Foi sob o trabalho dela que logramos êxito nos cuidados de saúde, ampliando acesso fundamentalmente”, comenta Kennedy, à DW Brasil. “Há um preconceito histórico que dificulta uma mulher na política. Isso está arraigado e hoje muito mais explícito.”

Dados do IBGE também mostram redução da mortalidade infantil no município em sua gestão. Em 2008, foram 14,5 óbitos por mil nascidos vivos. Em 2012, último ano de Kennedy à frente da prefeitura, o índice estava em 10,5. O ano de 2010, com 7,3 mortes por mil nascidos vivos é o segundo melhor da série histórica – só foi superado pelos dados de 2017, quando o índice foi de 6,3 óbitos por mil.