Thaisa Galvão

1 de agosto de 2020 às 20:59

Piora estado de saúde do Padre Matias Soares [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Ainda na UTI e intubado por causa da covid, o Padre Matias Soares, titular da Paróquia de Mirassol, em Natal, teve o quadro de saúde agravado.

O nível de saturação voltou a cair e o religioso teve que se submeter a diálise com base em alteração nas funções renais.

Já o quadro de infecção foi estabilizado.

1 de agosto de 2020 às 20:47

Rio Grande do Norte passa do azul para o alerta do amarelo no mapa nacional da covid [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Durante várias semanas com índices de mortes e de casos confirmados de covid em queda, o Rio Grande do Norte registrou, segundo o consórcio de veículos de comunicação de todo o país, estabilidade no estado.

Com isso, o mapa do RN que aparecia em azul, entrou para a cor amarela.

A posição dos estados é encontrada após soma de casos acumulados.

O RN passa de azul para amarelo poucos dias depois de atividades econômicas flexibilizadas, dos flagrantes de aglomerações em praias de Natal, da grande Natal, de Macau, Nísia Floresta, Parnamirim, Tibau do Sul…e ainda da volta das filas da Caixa Econômica.

1 de agosto de 2020 às 20:40

Força-tarefa da Prefeitura de Natal fiscaliza comércio e praias depois da flexibilização [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Sábado de fiscalização em Natal, pela força tarefa da Prefeitura que queria saber se o decreto de flexibilização com distanciamento social estava sendo cumprido.

Comércio do Alecrim e Cidade Alta, além das praias urbanas foram visitados por equipes formadas por representantes do Procon, Semurb, Semsur, Guarda Municipal, Defesa Civil e STTU.

O funcionamento de quiosques e barracas na orla urbana das 11h às 19h com a permissão da venda de bebidas alcoólicas foi o principal alvo da força-tarefa de hoje.

Ninguém foi autuado.

A Guarda Municipal de Natal está empregando um efetivo de mais de 30 agentes nessas ações de fiscalização. A força tarefa de fiscalização da Prefeitura de Natal conta com mais de 50 servidores dos diversos órgãos da administração municipal que estão na linha de frente no enfrentamento a pandemia da Covid-19.

Fotos Alex Régis

1 de agosto de 2020 às 20:28

Sem aglomeração, natalenses se mobilizam em apoio a Bolsonaro [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Aliados do presidente Jair Bolsonaro se mobilizaram neste sábado em Ponta Negra para expor apoio ao chefe do é executivo.

Sem aglomeração.

1 de agosto de 2020 às 20:24

PT de Messias Targino anuncia que mantém aliança com a prefeita Shirley Targino [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O PT que definiu candidatura em Natal, definiu a manutenção de aliança com a prefeita Shirley Targino (PL), no município de Messias Targino.

Shirley vai disputar reeleição mais uma vez com apoio do PT, que hoje tem o petista Pôla Pinto como vice-prefeito, porém sem mais condição de continuar na chapa vez que está na segunda vice consecutiva.

O anúncio foi feito neste sábado.

1 de agosto de 2020 às 20:12

Carlos Eduardo reuniu vereadores do PDT, pediu apoio à indicação de Aíla Ramalho para vice de Álvaro mas não disse que ela é de sua família [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Era o mês de abril quando o Blog publicou em primeira mão o desejo do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, de indicar o nome de sua ex-auxiliar e prima de sua mulher Andreia Ramalho Alves, Aíla Ramalho Cortez, como vice do prefeito Álvaro Dias na disputa pela reeleição.

O nome de Aíla não tem a simpatia de Álvaro, que tem lembrado que seu nome, como vice de Carlos, foi escolhido a partir de uma lista tríplice apresentada a Carlos.

Nada contra a pessoa de Aíla, mas pelo fato de não ter perfil ou de ficar muito visível que estaria sendo usada para manter Carlos Eduardo na Prefeitura.

Na quarta-feira Carlos, presidente do PDT, reuniu os 9 vereadores do partido – na sede do PSDB (oi?) – e pediu apoio de todos para indicar Aíla como vice de Álvaro.

Explicou que ela foi auxiliar dele por vários anos, que gostaria de apresentá-la aos parlamentares, e que a indicação dela daria gás à sua participação na campanha.

Carlos não falou que ela é prima de Andreia, até porque tem feito críticas a nepotismo.

Os vereadores não querem Aíla porque vem trabalhando a possibilidade de indicarem um deles como vice.

Mas não disseram nada e a reunião terminou com o silêncio da bancada.

E com a pergunta que vem de fora: cadê a sede do PDT?

A quem pertence a casa da rua Abdon Nunes que durante anos foi sede do partido e que o partido pagava aluguel mensal de 2 mil e 500 reais?

1 de agosto de 2020 às 19:30

O ataque de Carlos Eduardo Alves…a Álvaro Dias (?) [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O ex-prefeito Carlos Eduardo Alves tem essa coisa de virar desafeto de seus aliados.

Foi assim com suas ex-vices Micarla de Sousa e Wilma de Faria.

Com Micarla rompeu, com Wilma fez a líder política que o elegeu prefeito, comer o pão que o diabo amassou, sem espaço sequer para nomear um cargo na Prefeitura da qual era vice.

Agora com o prefeito Álvaro Dias, que assim como Micarla e Wilma, também era seu vice, Carlos Eduardo tem se mostrado Carlos Eduardo.

Uma tuitada no perfil do ex-prefeito deu o que falar, e nos corredores da política, o que se diz é que o ataque que ele fez foi ao prefeito Álvaro Dias, acusando-o de nepotista.

Alguns comentários ressaltaram a ideia de Carlos Eduardo em indicar a prima Aíla Cortez como vice de Álvaro na disputa pela reeleição.

Comentários mais desagradáveis foram deletados no twittee de Carlos.

1 de agosto de 2020 às 18:57

Novo cenário da sucessão em Natal mostra que Álvaro Dias não precisa de Carlos Eduardo Alves para se reeleger [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A confirmação de um nome do PT era o que faltava para se traçar um cenário para as eleições de Natal.

Até agora parte do PT articulava o nome do médico Alexandre Motta, outra parte torcia pela candidatura da deputada federal Natália Bonavides – e ela torcia a cara para essa possibilidade – e o nome de Jean-Paul aparecia como provável.

Com a confirmação do senador, o grupo do atual prefeito Álvaro Dias (PSDB) segue na expectativa de liderança, já que enxergava na deputada Natália a adversária com maior potencial.

Dois outros pré-candidatos já anunciados, segundo as primeiras pesquisas, teriam potencial eleitoral por serem filiados a partidos com capilaridade por todo o estado, mas ainda não tem sido ameaça à reeleição de Álvaro: os deputados estaduais Hermano Morais, do PSB e Kelps Lima do Solidariedade.

O quadro será esse, composto ainda por pré-candidaturas do PSOL, PSTU, PV…

E falando de apoios…

Jean-Paul terá o apoio da governadora Fátima…

Kelps Lima seguirá com seu grupo que estará focado também em candidaturas no interior, como a do deputado Allyson, em Mossoró…

Deverá ter o apoio do ex-vice-governador Fábio Dantas, que estará bem focado na sucessão municipal em São José de Mipibu.

Hermano sonhou com o apoio do PT, que agora terá como adversário.

O PSB de Hermano e o PT de Jean-Paul deverão seguir separados com a expectativa de se juntarem num possível segundo turno, se um dos dois ultrapassar o primeito.

E Álvaro Dias deu conta do recado sem o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves.

Passou nos testes populares como carnatal, natal, carnaval…

E vem sendo aprovado pelos natalenses na prova mais cruel de todos os gestores: a pandemia do coronavírus.

Carlos Eduardo não tem lhe feito falta apesar do grupo do PDT ter alimentado a ideia de que Carlos Eduardo é o maior eleitor de Natal e tem poder para eleger quem quiser.

Não é mais assim.

O poder de transferência de votos não é marca dele que ainda leva na mala o sobrenome Alves.

Ele é visto como o único da família que pode salvar os ícones que ficaram de fora da política como Henrique Alves – derrotado no último pleito e quase um ano preso – e Garibaldi Alves Filho, derrotado nas urnas.

Álvaro não precisa do apoio de Carlos Eduardo Alves, que pode se debandar para a campanha de Hermano, com quem já disputou uma eleição e em quem botou o dedo na cara…

O atual prefeito, no PSDB, tem apoio de uma bancada na Assembleia Legislativa que tem entre os deputados, o presidente da Casa, Ezequiel Ferreira.

Na bancada federal tem transitado com facilidade, assim como no Palácio do Planalto.

Se a eleição fosse hoje, e se as pesquisas desacreditadas estivessem certas, seria reeleito no primeito turno sem um palanque com Carlos Eduardo.

Resta esperar pelas próximas pesquisas, agora não mais com o nome de Natália Bonavides, mas com o nome de Jean-Paul Prates.

1 de agosto de 2020 às 16:51

Jean-Paul fala sobre indicação de seu nome para disputar a Prefeitura de Natal [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do senador Jean-Paul Prates sobre a indicação do seu nome para disputar a Prefeitura de Natal pelo PT:

1 de agosto de 2020 às 16:34

Com apoio da governadora Fátima Bezerra, senador Jean-Paul é indicado o pré-candidato do PT a prefeito de Natal [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Fim de semana de decisões para o PT.

Que definiu o nome do senador Jean-Paul Prates como pré-candidato a prefeito de Natal.

Jean-Paul foi convencido a disputar.

Se for eleito, fortalecerá uma possível candidatura à reeleição da governadora Fátima Bezerra.

Se não for eleito, terá fortalecido sua própria candidatura à reeleição.

O apoio da governadora foi fundamental para a escolha.

Parte do PT vinha trabalhando o nome do médico infectologista Alexandre Motta, que deverá disputar uma vaga na Câmara de Natal.

1 de agosto de 2020 às 8:32

Infectologista da UFRN diz que antes do fim de agosto não há como prever data de volta às aulas e que no RN não existe estrutura para atender número alto de crianças com covid [0] Comentários | Deixe seu comentário.

“Nós precisamos de uma rede de saúde adequada para cuidar de crianças graves. E nós não temos isso no Rio Grande do Norte hoje. O estado se preparou montando leito de terapia intensiva para adultos, e está bem suprido, mas não tem para crianças”.

A declaração é da médica Marise Reis, professora de Infectologia da UFRN e membro do comitê científico do Governo do Estado, ao repórter Igor Jácome, do G1-RN.

Para ela, antes do final de agosto, não há condições de apontar uma possível data para retorno das aulas presenciais de forma segura no Rio Grande do Norte.

Confira a entrevista concedida ao G1:

Porque o comitê científico defende a manutenção da suspensão das aulas?


O comitê analisou isso com muito cuidado e a nossa grande preocupação para o retorno das aulas, neste momento, é que nós estamos fazendo uma retomada gradativa das atividades econômicas, sociais e que vai, portanto, expor pessoas que estiveram protegidas ao risco de contaminação com o vírus. Essa retomada iniciou tem cerca de um mês. Com isso, nós tivemos um contingente de pessoas expostas, porque é isso: o vírus está circulando na comunidade e à medida que me exponho, corro risco de me contaminar. O que a gente observa ao longo desse mês é uma oscilação na taxa de transmissibilidade do vírus. Nós tínhamos taxas inferiores a 1 durante mais de três semanas, antes da abertura, e após 1º de julho essa taxa começou a subir acima de 1 em várias regiões, em vários municípios do Rio Grande do Norte. Quando a gente observou essa variação da taxa, dissemos ‘opa’. Vimos que tinha alguma coisa errada, porque a taxa de transmissibilidade significa a capacidade do vírus de se transmitir de uma pessoa para outra.

Mesmo identificando hoje uma oferta confortável de leitos de terapia intensiva e clínicos para Covid, que é outro fator importante – setor de saúde está em condições adequadas de cuidar das pessoas – a gente entende que abrir escolas agora significa colocar na rua um grande contingente de pessoas, que equivalem a mais de 800 mil pessoas, se considerar só o ensino básico nas redes pública e privada. São mais de 800 mil pessoas em circuito, porque também entram os pais, os motoristas de vans, os professores. Então, a gente entendeu que, com essa oscilação da Rt, e por estarmos no processo de retomada, é mais prudente aguardar um pouco mais. Porque essas pessoas são efetivamente os que fizeram o isolamento social. Quem verdadeiramente fez o isolamento social foram os estudantes, sejam crianças, adolescentes, ou adultos, porque as escolas fecharam, as áreas sociais de convivência fecharam, então eles realmente ficaram em casa. Por isso a gente entendeu que esse momento não era o adequado, ainda.

As escolas particulares argumentam que estão em uma situação preocupante do ponto de vista econômico. É claro que vocês, do ponto de vista científico, não estão avaliando esse quesito. Mas, como elas têm uma estrutura melhor, seria possível, hoje, uma liberação apenas das escolas privadas?

Eu diria que as escolas privadas deveriam ser as últimas a se preocuparem com retorno de aula presencial, porque elas têm estrutura e seus alunos têm capacidade para uso do ensino remoto. A escola privada verdadeiramente deveria ser a que neste momento deveria se preocupar, dialogar com as famílias e com a sociedade, sobre a possibilidade de manter o ensino remoto. Elas têm condição para isso, diferente da pública, que não tem. Na pública, é complicado o ensino remoto, porque as crianças e jovens pobres não têm esse recurso. Veja que a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) já assumiu que esse semestre vai ser remoto. As escolas do mundo inteiro, as universidades do mundo inteiro, já assumiram que esse ano vai ser remoto, e talvez até mais um pouco, no ano que vem. Então eu acho que as escolas privadas precisam criar um diálogo com seus usuários sobre como garantir a manutenção da escola de qualidade, com ensino remoto, nesse cenário atípico.
A gente tem que entender isso. Nós não estamos em tempos normais. É claro que o ensino presencial é muito melhor para a formação da pessoa, do jovem. As relações pessoais são muito importantes, o convívio na escola, mas esse momento é inseguro, porque a escola, por outro lado, é um ambiente de alto risco de transmissão. É só lembrar, nas épocas normais das gripes sazonais, que chega um doente na escola e metade da turma está doente em dez dias. É muito comum isso, é normal, porque as pessoas estão mais próximas. E quando é possível abrir? É possível abrir na hora que estivermos em uma condição da epidemia mais estável e que eu não tenha risco de adoecimento de um grande contingente populacional em espaço muito curto de tempo. Senão a gente volta lá para o início de maio, a viver tudo aquilo de novo.

Como é que se dá a contaminação na escola? Ela é facilitada?

A facilitação da transmissão na escola é múltipla. As crianças se abraçam, elas se juntam, se tocam. Como é que se dá a transmissão do vírus? Por via respiratória e contato. Então eu tenho o controle menor sobre o tocar na boca, o tocar no nariz, no olho das crianças. Eu tenho controle menor sobre o uso adequado da máscara. Essa máscara que talvez ela possa trocar. A criança talvez entenda que isso seja um jogo, que ela possa trocar com a do colega, que é mais bonita. Tudo isso são facilitadores. Sem contar os espaços públicos dentro da escola, como o banheiro, outras áreas sociais. A proximidade entre elas facilita e os artigos onde elas tocam: a mesa, a maçaneta da porta. Tudo isso tem que se considerar.
E ai tem outro fator agravante, quando você fala das escolas privadas. Hoje praticamente todas as escolas privadas têm salas de aula fechadas, com ar-condicionado. Esse seria um fator que precisaria de uma adaptação imediata. Eu vou trazer jovens que estão adaptados a um nível de conforto que eles não vão poder dispor neste momento. Isso precisa ser trabalhado com muito cuidado, para não gerar confusão também. Quando eu lido com crianças e jovens, eu tenho uma forma de resposta e entendimento que é distinta e precisa ser trabalhado com muito cuidado. O risco de transmissão de vírus respiratórios na escola, em geral, é maior.

Não há registro de muitos casos graves de Covid-19 em crianças, mas existe um risco para professores e familiares?


Claro. As crianças são como que protegidas da infecção habitual, pelo Sars-Cov-2, pelo coronavírus novo, apresentando formas assintomáticas, ou formas muito leves. No entanto, elas podem ser a fonte para seus familiares que são vulneráveis. A gente tem uma proporção relativamente alta aqui no Rio Grande do Norte de crianças que vivem com idosos. É acima de 10%, em torno de 14%. Isso é muito difícil de lidar. Porque seria interessante que o retorno às escolas liberasse essas crianças. As crianças que vivem com idosos não deveriam voltar à escola. Como vou administrar isso também? Mas o ideal seria isso, porque ao retornar para casa, elas poderiam trazer o vírus. E ai tenho os professores, os familiares, todo um conjunto de pessoas que vão estar expostas.
E tem outro fator que nos preocupa hoje: é que as crianças não são “alvo preferencial” para o vírus, mas vem sendo descrita desde o final de março a ocorrência de manifestações graves em crianças, doença grave em criança, relacionada ao coronavírus. Isso é raro, mas a gente já tem ocorrência disso no Brasil. Já há inclusive nota técnica do Ministério da Saúde alertando os médicos pediatras para diagnosticarem precocemente essa possível relação de uma doença grave, que parece uma sepse de início súbito de uma criança que aparece gravemente enferma e que isso poder ser relacionado ao coronavírus. Então existe esse fenômeno que a gente ainda não compreende muito bem porque ele acontece. Ele às vezes acontece em crianças que não tiveram sintoma nenhum de coronavírus, mas aí o que vai se identificar é que, ou ela [criança] testa positivo, ou tem uma exposição muito estreita ao coronavírus. E isso nos preocupa também porque nós precisamos de uma rede de saúde adequada para cuidar de crianças graves. E nós não temos isso no Rio Grande do Norte hoje. O estado se preparou montando leito de terapia intensiva para adultos, e ele está bem suprido, mas não tem para criança. Então trazer esse contingente grande para exposição ao vírus, eu vou trazer um evento que é raro, mas na hora que eu tenho um grande número exposto, eu posso ter um número razoável de casos que precisem de suporte de saúde, de terapia intensiva para crianças e a gente não tenha.

Por isso a gente acha que é importante ser comedido, com prudência, observando o andar da epidemia, observando as experiências de outros países e estados, que nos antecederam e que estão vivenciando esse problema. Escolas que foram abertas e que tiveram que ser fechadas posteriormente por conta do recrudescimento da epidemia. A gente entende que esse é um momento que merece atenção maior e aguardar um pouco mais, para a gente observar o real impacto dessa retomada do setor econômico, que está levando, a cada onda de abertura, um volume maior de pessoas para a rua, para ver o que acontece. E eu quero passar um recado: não é porque o setor econômico está abrindo, que as pessoas precisam ir para a rua, se não há uma necessidade clara, se isso não é essencial para a vida dela. Abrir o shopping não significa que eu preciso ir para lá, me expor. É esse grande movimento de pessoas em um espaço menor que faz com que a transmissão volte a acontecer e a gente volte a perder o controle da pandemia. A gente ainda não conseguiu derrubar efetivamente esse vírus do nosso convívio.


Antes do surgimento de uma vacina, existe um momento ideal para reabertura das escolas? Quais pontos que, convergidos, poderiam permitir a retomada?

Eu penso que a reabertura das escolas deve ser o último retorno. As escolas foram o primeiro [setor] a fechar e deve ser o último a abrir. Porque a gente entende que vai ter um grande contingente de pessoas expostas. Cada vez que eu abro para exposição, eu sei que vai ter mais casos acontecendo, mas aí eu preciso ter capacidade para cuidar desses casos, que vão precisar de assistência à saúde. Então, se nossa decisão foi por começar com o setor econômico, e isso tem toda a sua importância, então vamos abrir o setor econômico gradativamente, observando, monitorando. Na hora que eu tiver com o setor econômico todo aberto e com o tempo de exposição suficiente para avaliar – ‘olha, o risco aumentou em x’ – faremos isso. Que tempo é esse? Duas ou três semanas. Menos que isso, não dá para avaliar.
Eu entendo que no final de agosto teremos já uma condição mais aproximada de ver quando podemos retornar com as escolas. Quando a parte da economia toda estiver aberta, comércio, indústria, etc, já levei os adultos para a exposição e agora eu tenho como ver qual foi o impacto disso na ocorrência de novos casos, para depois trazer o contingente de jovens e crianças. Imagino que antes do final de agosto a gente não vai ter condições de dar uma resposta razoável sobre isso.

1 de agosto de 2020 às 2:10

Morre de covid aos 20 anos o seminarista Nicholas Matheus [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O seminarista Nicolas Matheus, do Seminário São Pedro, não resistiu ao coronavírus.

Nícolas, de apenas 20 anos, estava intubado na UTI e morreu na noite desta sexta-feira.

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