Thaisa Galvão

1 de agosto de 2020 às 18:57

Novo cenário da sucessão em Natal mostra que Álvaro Dias não precisa de Carlos Eduardo Alves para se reeleger [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A confirmação de um nome do PT era o que faltava para se traçar um cenário para as eleições de Natal.

Até agora parte do PT articulava o nome do médico Alexandre Motta, outra parte torcia pela candidatura da deputada federal Natália Bonavides – e ela torcia a cara para essa possibilidade – e o nome de Jean-Paul aparecia como provável.

Com a confirmação do senador, o grupo do atual prefeito Álvaro Dias (PSDB) segue na expectativa de liderança, já que enxergava na deputada Natália a adversária com maior potencial.

Dois outros pré-candidatos já anunciados, segundo as primeiras pesquisas, teriam potencial eleitoral por serem filiados a partidos com capilaridade por todo o estado, mas ainda não tem sido ameaça à reeleição de Álvaro: os deputados estaduais Hermano Morais, do PSB e Kelps Lima do Solidariedade.

O quadro será esse, composto ainda por pré-candidaturas do PSOL, PSTU, PV…

E falando de apoios…

Jean-Paul terá o apoio da governadora Fátima…

Kelps Lima seguirá com seu grupo que estará focado também em candidaturas no interior, como a do deputado Allyson, em Mossoró…

Deverá ter o apoio do ex-vice-governador Fábio Dantas, que estará bem focado na sucessão municipal em São José de Mipibu.

Hermano sonhou com o apoio do PT, que agora terá como adversário.

O PSB de Hermano e o PT de Jean-Paul deverão seguir separados com a expectativa de se juntarem num possível segundo turno, se um dos dois ultrapassar o primeito.

E Álvaro Dias deu conta do recado sem o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves.

Passou nos testes populares como carnatal, natal, carnaval…

E vem sendo aprovado pelos natalenses na prova mais cruel de todos os gestores: a pandemia do coronavírus.

Carlos Eduardo não tem lhe feito falta apesar do grupo do PDT ter alimentado a ideia de que Carlos Eduardo é o maior eleitor de Natal e tem poder para eleger quem quiser.

Não é mais assim.

O poder de transferência de votos não é marca dele que ainda leva na mala o sobrenome Alves.

Ele é visto como o único da família que pode salvar os ícones que ficaram de fora da política como Henrique Alves – derrotado no último pleito e quase um ano preso – e Garibaldi Alves Filho, derrotado nas urnas.

Álvaro não precisa do apoio de Carlos Eduardo Alves, que pode se debandar para a campanha de Hermano, com quem já disputou uma eleição e em quem botou o dedo na cara…

O atual prefeito, no PSDB, tem apoio de uma bancada na Assembleia Legislativa que tem entre os deputados, o presidente da Casa, Ezequiel Ferreira.

Na bancada federal tem transitado com facilidade, assim como no Palácio do Planalto.

Se a eleição fosse hoje, e se as pesquisas desacreditadas estivessem certas, seria reeleito no primeito turno sem um palanque com Carlos Eduardo.

Resta esperar pelas próximas pesquisas, agora não mais com o nome de Natália Bonavides, mas com o nome de Jean-Paul Prates.

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