Thaisa Galvão

27 de agosto de 2020 às 22:31

Presidente da Petrobras confirma desinvestimento no RN mas diz à governadora que manterá exploração em águas profundas e que não haverá demissões [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Por videoconferência, a governadora Fátima Bezerra conversou nesta quinta-feira com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, que estava acompanhado de 3 diretores.

Com a governadora estavam o vice Antenor Roberto e outros auxiliares.

“Nós não concordamos com o posicionamento da empresa. Mas diante da decisão tomada pela companhia, temos a responsabilidade de tratar o tema com toda a seriedade que ele requer. Daí a iniciativa da criação de um grupo de trabalho para assegurar que todas as pendências sejam sanadas, bem como a garantia jurídica para as empresas que virão, sem prejuízos à economia do Estado”, disse a governadora.

Fátima dissr que o não se opõe ao investimento privado, mas prefere um modelo híbrido de investimento, tendo a Petrobras como âncora.

Castello Branco disse à governadora que a Petrobras não sairá em sua totalidade do Rio Grande do Norte e que serão mantidos os investimentos na pesquisa e exploração de águas profundas e ultraprofundas, como o campo de Pitú.

“Não sairemos do Rio Grande do Norte, vamos seguir o plano de desinvestimento previsto, entretanto, seguiremos investindo na exploração de águas profundas e ultraprofundas que é o nosso foco, e manteremos a produção durante todo o período de transição, além da garantia de que não haverá demissões”, enfatizou.

A sugestão da governadora para criar um grupo de trabalho para tratar da transição foi acatado e a coordenação será do diretor de Relações Institucionais da estatal, Roberto Ardenghy em conjunto com o secretário de Planejamento do RN, Aldemir Freire.

“Uma saída repentina e abrupta da Petrobras vai trazer insegurança jurídica para o ecossistema da indústria do petróleo e gás no RN. Há um conjunto de passivos ambientais que precisam ser equacionados, passivos já existentes e futuros – cerca de R$ 300 milhões não solucionados que tem implicações diretas e futuras com o modelo de exploração de petróleo aqui no estado”, explicou Freire.

“Cabe destacar que a exploração em águas profundas, como no campo Pitu, não está confirmada. A Petrobras está saindo e deixando uma promessa de exploração”, completou o secretário.

Fotos Robson Araújo

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