Thaisa Galvão

5 de setembro de 2020 às 18:37

Porque Bolsonaro não tem motivo para derrubar Rogério Marinho [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Quem está tentando fritar o ministro Rogério Marinho, usando como motivo, uma ação que Rogério responde na justiça, não parou para observar que:

O presidente Jair Bolsonaro não pode se livrar de um ministro acusado de nomear funcionários fantasmas na Câmara Municipal de Natal, quando tem um filho senador investigado por nomear funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e outro filho acusado de nomear funcionários fantasmas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

O presidente não deve se livrar de um ministro acusado de rachadinha, quando as rachadinhas fazem parte da política do núcleo familiar.

Não pode simplesmente se livrar de um ministro suspeito de enriquecimento ilícito, quando não consegue comprovar licitude em depósitos que somam 89 mil reais feitos na conta da esposa.

O presidente Jair Bolsonaro não pode simplesmente dizer que Rogério é desonesto, quando uma de suas ex-esposas, ainda quando era esposa e não tinha profissão nem fonte de renda, comprou um ótimo apartamento no Rio de Janeiro e pagou em dinheiro vivo, quando na época ele era deputado federal sem rendimento para o negócio da forma que foi feito.

O presidente não pode descartar Rogério por uma improbidade de 15 anos atrás, quando ainda não conseguiu explicar as entradas e saídas de muito dinheiro da loja de chocolates do filho senador, para a conta pessoal dele próprio, o filho.

Não pode deixar Rogério Marinho na mão, quando não deixou o ministro do Turismo, que segundo investigações, chefiou um esquema de candidaturas laranjas para receber fundo eleitoral no PSL.

Não pode deixar o ministro na mão, quando não deixou o auxiliar mais polêmico da família, Fabrício Queiroz, que ainda não conseguiu explicar como movimentou tanto dinheiro e porque não declarou tantos rendimentos à Receita Federal.

Jair Bolsonaro não pode abandonar Rogério Marinho por uma denúncia que se arrasta há 15 anos, se não abandonou Fabrício Queiroz, por durante anos, ter pago tantas mensalidades escolares de seus netos, sem explicar de onde saía o dinheiro.

Bolsonaro não vai exonerar Rogério Marinho por responder a uma ação de improbidade se não exonerou o ministro do meio ambiente Ricardo Salles, já condenado pela justiça de São Paulo por improbidade, após denúncia de fraude em processo do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, quando foi secretário estadual de SP.

O presidente não pode cair na lábia de ministros que se dizem amigos (interesseiros) para derrubar Rogério Marinho, se não derrubou o ministro da Cidadania Ônyx Lorenzoni, ex-chefe da Casa Civil, investigado por recebimento de doações da JBS via caixa 2 em suas campanhas eleitorais de 2012 e 2014.

Então…

Estaria “fritado” o ministro Rogério Marinho, ou o articulador da série de notícias, que só começou a ser publicada contra o ministro do Desenvolvimento Regional, foi pouco inteligente quando começou a terceirizar o tiroteio contra Rogério, que está no governo Bolsonaro, mas de olho na única vaga de Senado no Rio Grande do Norte nas eleições de 2022?

O atirador tentou acertar Rogério, mas pelo visto acertou o presidente.

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