Thaisa Galvão

27 de setembro de 2020 às 20:06

Sem nem ligar para a doença que matou mais de 2 mil pessoas no RN, principais candidatos a prefeito de Serra Negra começam campanha com passeatas [0] Comentários | Deixe seu comentário.

No município de Serra Negra, no Seridó do Rio Grande do Norte, a campanha começou com os principais candidatos apostando assim:

Vamos ver quem consegue trazer de volta para Serra Negra os casoa de covid?

Confira as “ações responsáveis” dos pré-candidatos…

SERGINHO

e ACÁCIO

27 de setembro de 2020 às 19:56

ABC: Jornal espanhol mostra como “o maior campeão do mundo” tenta sobreviver [7] Comentários | Deixe seu comentário.

Do espanhol El País, com correspondentes no Brasil:

BREILLER PIRES
Belo Horizonte


Situado entre os cartões-postais da Ponta Negra, área nobre e turística de Natal, o estádio Frasqueirão ostenta uma imponente apresentação em suas tribunas: “o maior campeão do mundo”. Torcedores visitantes mais afoitos podem, num primeiro momento, julgar a frase como uma hipérbole típica de alguns natalenses. Mas o feito, embora exagerado, realmente pertence ao ABC Futebol Clube, time que jamais conseguiu triunfar na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Isso porque não há outro time no planeta que tenha erguido tantas taças em um único torneio.

No começo de setembro, a equipe alvinegra conquistou seu 56º título do Campeonato Potiguar, que ficou mais de quatro meses paralisado por causa da pandemia de coronavírus. Com o novo troféu, o ABC de Natal ampliou a vantagem sobre o Rangers, 54 vezes campeão escocês e segundo colocado na lista de clubes com mais títulos em uma competição oficial. O time, que não vence o campeonato da Escócia há quase uma década, acabou superado nesse ranking peculiar em 2018, quando o ABC se consagrou como o melhor do Rio Grande do Norte pela terceira vez seguida. Atual campeão da Irlanda do Norte, o Linfield também chegou a 54 títulos no torneio local e igualou a marca do Rangers. No Brasil, quem mais se aproxima do ABC é o Paysandu, do Pará, com 47 conquistas estaduais. Na América, o Peñarol, com 50 títulos uruguaios, ainda segue distante do recorde.

De forma despretensiosa e, até certo ponto, espirituosa, o ABC se autoproclamou “o maior campeão do mundo” no início dos anos 2000, lembra o pesquisador Marcos Trindade. Dono de um vasto acervo sobre a história do futebol potiguar, ele alertava que, para reivindicar tal distinção, ainda faltava ao time alvinegro desbancar o Rangers. “Os torcedores me atacaram, mas, naquela época, o ABC era o que mais tinha vencido um mesmo campeonato no Brasil, não no mundo”, diz Trindade. O pesquisador entende como legítimo o alarde do clube em torno da marca, ressaltando a importância dos torneios estaduais para as equipes do Nordeste e do clássico

contra o América de Natal, que tem 20 títulos a menos que os abecedistas. “A rivalidade no Estado é muito forte. Pra gente, um ABC x América tem peso semelhante ao de um Barcelona x Real Madrid, na Espanha.”

Apesar de um campeonato estadual não ser equivalente à conquista de uma liga nacional, o ABC ainda se orgulha de outras façanhas notáveis. O time potiguar e o América-MG são os únicos a ganhar uma competição por 10 vezes consecutivas. De 1932 a 1941, a equipe não deu chances a seus adversários no Rio Grande do Norte. Poderia, inclusive, ter ultrapassado os mineiros caso o Estadual de 1942, ano seguinte ao decacampeonato, não tivesse sido suspenso. Entre os motivos para o cancelamento do torneio, que era liderado pelo ABC, estavam a instalação de uma base do exército norte-americano perto de Natal e o decreto que colocava o Brasil ao lado das tropas aliadas na Segunda Guerra Mundial. “O clima bélico na cidade contribuiu para que houvesse um desinteresse pelo futebol”, conta Trindade.

Pelo decacampeonato, o ABC entrou para o Guinness Book, juntamente com o América Mineiro. Mas, além do selo de “maior campeão do mundo”, o clube também busca o reconhecimento do livro dos recordes pelo que apregoa se tratar da excursão internacional mais longa da história. Impedido de disputar o Campeonato Brasileiro, como punição por ter escalado jogadores irregulares na edição anterior, a equipe de Natal encontrou como solução para manter o elenco em atividade disputar amistosos fora do país. Entre agosto e novembro de 1973, o ABC visitou nove países, onde realizou 24 partidas, incluindo confrontos diante de seleções como Somália, Etiópia e Líbano. Ao todo, a delegação abecedista passou 102 dias viajando pelo exterior —e não se tem registro de mais comitivas de esportes coletivos que tenham resistido tanto tempo longe de casa.

No presente, entretanto, a luta do ABC é por sobrevivência. Em 2017, antes de bater o recorde do Rangers, o clube terminou a temporada de maneira melancólica, rebaixado para a terceira divisão nacional. No ano passado, caiu de novo, dessa vez para o último escalão do Campeonato Brasileiro, a Série D, algo que nunca havia acontecido ao longo de sua história centenária. Este ano, em que pese a consolidação da hegemonia local, enfrenta dificuldades devido à pandemia. No meio da crise sanitária, o clube, sufocado por dívidas, precisou suportar a renúncia de um presidente, sem contar a fuga de patrocinadores e jogadores. “Perdemos muitos atletas [durante a paralisação do Campeonato Potiguar] e não tivemos reposição. Foi uma conquista muito dura, que deve ser valorizada”, ponderou o técnico Francisco Diá ao enaltecer a campanha do 56º título estadual.

“Ser ‘o maior campeão do mundo’ não é pra qualquer um”, gaba-se a comerciante Maria Quintino, 44, torcedora do ABC. “Queria ver se algum time da Europa ganharia tudo que a gente ganhou jogando aqui, debaixo desse sol de lascar em Natal.” Para a apaixonada torcida de um time da última divisão, ser o primeiro da lista dos grandes vencedores do planeta – ainda que em uma espécie de campeonato à parte – tem o seu valor.

27 de setembro de 2020 às 16:38

Governadora Fátima anuncia obras de restauração do entorno do Forte dos Reis Magos [1] Comentários | Deixe seu comentário.

A governadora Fátima Bezerra anunciou neste domingo o início das obras de restauração do entorno do Forte dos Reis Magos.

Cartão de visitas do Rio Grande do Norte abandonado por gestões e gestões.

Fátima deu prazo de 8 meses para as obras serem concluídas.

27 de setembro de 2020 às 13:27

Campanhas aglomeradas no RN poderão provocar ‘fecha geral’ como está acontecendo em Manaus e economia agora é ameaçada por eles, os candidatos [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Dando uma passada pelas redes sociais, o susto.

Pré-candidatos, em Natal e no interior, estão aglomerando com força.

Estão provocando uma segunda onda de casos de covid como está acontecendo em Manaus.

Pré-candidatos a vereador em Natal estão fazendo e postando, mobilizações sem noção, com grande número de pessoas e sem o menor cuidado.

Máscara? Coisa dos tempos antigos.

Álcool em gel? Ultrapassado.

O que vale agora é botar o bloco na rua e que se dane o tal do vírus que não vai ter força para atrapalhar suas campanhas.

E o TRIBUNAL REGIONAL EEITORAL?

Vai ter fiscalização, punição e o que mais se fizer necessário?

Em Manaus a segunda onda de contaminação chegou em plena campanha e já há possibilidade de mais um “fechou geral”.

O governo já decretou fechamento de bares e casas noturnas e a Fiocruz está sugerindo lockdown – fecha geral.

Do Yahoo

A capital amazonense tem 49.237 pessoas infectadas e 2.487 mortes pelo novo coronavírus desde o início da pandemia e começou a flexibilizar o isolamento social em junho, quando houve uma redução dos casos. A capital foi a primeira capital a registrar colapso no sistema de saúde e funerário, entre abril e maio.

O epidemiologista e autor do estudo, Jesem Orellana, propõe a adoção de lockdown para conter a circulação do vírus. O pesquisador cita um “aumento sustentável da incidência ou de casos novos de síndromes respiratória aguda grave em Manaus há mais de quatro semanas”.

“É indubitável que estamos em uma segunda onda em Manaus, que estamos tendo um elevando número de hospitalizações por casos graves de síndromes respiratória aguda grave. Esse tipo de cenário epidemiológico em que se tem a Prefeitura aumentando os atendimentos nas unidades básicas de saúde, você tem o governo do estado aumentando o número de leitos para internação por casos suspeitos e confirmados de Covid-19, é completamente incompatível com a tese de que temos imunidade de rebanho”, disse ao canal pago GloboNews.

Para o pesquisador, as restrições anunciadas são insuficientes para conter a circulação do vírus na cidade. Ele defende lockdown em toda a cidade pelo período de 14 dias.

“Para você conseguir conter a circulação do vírus não há outra solução que não seja o lockdown e o lockdown rigoroso em que você consiga fazer você consiga fazer uma fiscalização efetiva da mobilidade intermunicipal, tanto da parte de transporte transporte coletivo quanto do transporte privado das pessoas. reduzir os horários de restaurantes, de bares e proibir eventos públicos você não consegue reduzir com esse tipo de estratégia significativa a circulação viral, na verdade o que se faz é desacelerar a propagação”, afirmou.

O governo do estado informou, por meio de nota, que os dados apontam uma alta na média móvel de internações por coronavírus após meses de queda, mas descartou que o estado esteja vivendo uma segunda onda da doença.