Thaisa Galvão

4 de outubro de 2020 às 18:01

A entrevista sobre salários que o ministro Fábio Faria poderia ter evitado [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O assunto político do domingo é a entrevista do ministro potiguar Fábio Faria falando sobre salários…um tema que ele poderia evitar durante todo o resto de sua trajetória política.

Mas, para agradar o presidente Jair Bolsonaro, Fábio disse ao jornal Tribuna do Norte que a governadora Fátima Bezerra vai pagar parte do décimo terceiro dos servidores do Estado por causa de Bolsonaro…

Rendeu a manchete que precisava para mostrar ao presidente, que não precisou ler a entrevista cheia de contradições, onde o ministro faz elogios ao ex-presidente Michel Temer, sem dizer que ele não ajudou o ex-governador Robinson Faria a botar os salarios em dia.

Foi na gestão federal de Michel Temer que os servidores do Estado do RN não conseguiram receber 3 salários e dois décimos terceiros.

E olhe que Robinson tentou.

Fez mil e uma tentativas junto a Temer, no tempo em que Fábio dava entrevistas para dizer que os senadores José Agripino e Garibaldi Filho atrapalhavam e faziam gestões junto ao governo federal – de Temer – para não enviar recursos para os servidores públicos do RN.

Na entrevista controversa deste domingo, Fábio fala de Fátima parlamentar e Fátima governadora.

Sem lembrar que a liturgia de cada cargo – executivo e legislativo – exige posturas diferentes.

O exemplo ele teve em casa.

O pai Robinson foi deputado e foi governador.

Como deputado, agiu como deputado.

Como governador, agiu como governador, com todas as mudanças que o executivo impôs.

O discurso de Fábio quando era deputado e o pai governador era bem diferente desse discurso de agora.

O discurso de agora remete aos que fazia quando a governadora era Rosalba.

Sempre uma gestora mulher como alvo.

Falando de política, o ministro Fábio confirmou a candidatura do pai Robinson a deputado federal em 2022, e não deu certeza quanto a uma candidatura sua a senador.

Vai depender do que pesquisas mostrarem quando o ano chegar.

Porque pesquisa feita agora, sob encomenda, não vai valer para daqui a dois anos.

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