Thaisa Galvão

15 de outubro de 2020 às 14:05

O discurso – hoje vencido – do então pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro sobre “dinheiro na cueca” [0] Comentários | Deixe seu comentário.

De um discurso do então deputado federal Jair Bolsonaro, no dia 31 de março de 2016, já pré-candidato a presidente da República.

Só para mostrar que o dia atrás do outro continua valendo.

Sr. Presidente, trago três manchetes de jornais da época. Veja que manchete atualíssima na capa do Correio da Manhã de 31 março de 1964: O Brasil já sofreu demasiado com o Governo atual. Agora, basta!
Agora, basta, Dilma! Basta, PT! Basta, PCdoB! Basta, PSOL! Chega de roubar da Nação brasileira! Chega de enganar os mais humildes!
Manchete do jornal O Globo de 4 de abril de 1964: Ressurge a Democracia. Vive a Nação dias gloriosos.
Nós vamos chegar lá. Nós vamos afastar esse corpo estranho chamado PT. Quero dizer ao Líder do PT, que há pouco passou por esta tribuna, que presidencialismo de coalizão não é vale-tudo, não! Não é jogar Ministério para cima e enfiar dinheiro na cueca de assessor Parlamentar, não! O seu irmão, até pouco tempo, estava no xilindró. O grande defensor da democracia, preso no regime militar e na democracia de vocês, estava cumprindo pena na Papuda por corrupção.

Viu?

O Brasil mudou em quê com esse discurso vazio de ‘Brasil acima de tudo, Deus acima de todos’?

Segue o discurso completo para que você, leitor, tire outros trechos e faça outras comparações:

O SR. PRESIDENTE (Carlos Manato) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Jair Bolsonaro. S.Exa. dispõe do tempo regimental de 3 minutos na tribuna.
O SR. JAIR BOLSONARO (Bloco/PSC-RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o que está acontecendo no Brasil não se vai encerrar numa votação dentro deste plenário. Este recado do vale-tudo está vindo do Partido dos Trabalhadores. E hoje a data é emblemática.
Primeiro, quero saudar o PT e o PCdoB pelo dia de amanhã, o Dia da Mentira. Sem mentira, vocês não existem. Sem enganação, sem roubalheira, sem corrupção, vocês não existem.
Eles estão dando sinais de que vão para o tudo ou nada. Estes movimentos de rua não são movimentos que nascem do sentimento popular. São movimentos que vêm sendo bancados por recursos públicos,arrebanhando cada vez mais gente que não tem nenhum conhecimento de política.
Eu quero, Sr. Presidente, saudar o 31 de março de 1964, segunda data da independência do nosso Brasil. Não quero saudar apenas os militares das Forças Armadas. Quero saudar todo o povo brasileiro, que naquela época foi às ruas pedir o afastamento do comunista João Goulart.
O Congresso, ouvindo a voz das ruas, este Congresso que aqui está, no dia 2 de abril de 1964, cassou o mandato de João Goulart.
Esse pessoal da Esquerda é tão descarado, tão sem caráter, que no ano retrasado votou um projeto de decreto legislativo anulando a sessão de 2 de abril de 1964, como o ídolo deles, Lenin, que apagava fotografias.
A esquerdalha no Brasil, que não tem compromisso com a verdade, com a democracia nemcom a liberdade, simplesmente apaga fatos. É uma vergonha essa Esquerda do Brasil! É uma máquina do ódio e da mentira.
Sr. Presidente, trago três manchetes de jornais da época. Veja que manchete atualíssima na capa do Correio da Manhã de 31 março de 1964: O Brasil já sofreu demasiado com o Governo atual. Agora, basta!
Agora, basta, Dilma! Basta, PT! Basta, PCdoB! Basta, PSOL! Chega de roubar da Nação brasileira! Chega de enganar os mais humildes!
Manchete do jornal O Globo de 4 de abril de 1964: Ressurge a Democracia. Vive a Nação dias gloriosos.
Nós vamos chegar lá. Nós vamos afastar esse corpo estranho chamado PT. Quero dizer ao Líder do PT, que hápouco passou por esta tribuna, que presidencialismo de coalizão não é vale-tudo, não! Não é jogar Ministério para cima e enfiar dinheiro na cueca de assessor Parlamentar, não! O seu irmão, até pouco tempo, estava no xilindró. O grande defensor da democracia, preso no regime militar e na democracia de vocês, estava cumprindo pena na Papuda por corrupção.
A última manchete, Sr. Presidente, é do Jornal do Brasil de 6 de abril de 1964. Pontes de Miranda, respeitado até hoje, enunciou: As Forças Armadas violaram a Constituição para poder salvá-la.
Meus senhores, com base no art. 142 da Constituição Federal, as Forças Armadas estão à disposição da soberania nacional, tenham certeza! De acordo com o art. 142, as Forças Armadas cumprirão seu papel constitucional. As Forças Armadas nunca foram intrusas na política. Sempre estiveram subordinadas à vontade nacional, e assim será.
Não vai ser um Ministro comunista, do PCdoB, Aldo Rebelo, que vai dar qualquer ordem às Forças Armadas para defender um Governo corrupto, canalha, imoral, que não tem nenhum compromisso com a democracia ou com a nossa liberdade.
Muito obrigado.
Salve o dia 31 de março de 1964!
O SR. PRESIDENTE (Carlos Manato) – Muito obrigado, nobre Deputado.

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