Thaisa Galvão

20 de outubro de 2020 às 6:42

Conselho Sem Ética do Senado sugere que parlamentar ‘bunda rica’ seja afastado por 121 dias para que o filho dele possa assumir o cargo [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Que podre o que o senador Jayme Campos (DEM-MT), presidente do Conselho de (ou Sem) Ética do Senado está fazendo no caso do correligionário senador ‘bunda rica’, Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado com 30 mil reais de origem suspeita dentro da cueca.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento do senador por 90 dias.

O presidente do Conselho de (ou Sem) Ética do Senado tenta enganar os brasileiros com a ideia de afastar por mais tempo o senador flagrado pela Polícia Federal, e sugere que em vez de 90, o afastamento seja de 121 dias.

Para quem acha que há uma punição, é bom explicar que há um presente nessa história.

Sendo afastado por 90 dias, o senador ‘bunda rica’ não terá salário nem terá poder sobre seu mandato.

Mas…por 121 dias…manterá o gabinete em suas mãos.

Segundo o regimento do Senado, um parlamentar só pode ser substituído pelo suplente se o afastamento for de mais de 120 dias, e no caso de Chico Rodrigues, o suplente é seu filho, Pedro Arthur.

Entendeu a jogada escrota do Conselho Sem Ética do senado?

Engana o povo dizendo que afasta por mais tempo para presentear o senador investigado com todas as benesses através do filho.

“Se eu fosse ele [Chico Rodrigues], eu pediria uma licença por 121 dias para não ter nenhuma dúvida de que ele quer, de fato, esclarecer a verdade”, disse o presidente do Conselho de (ou Sem) Ética.

Se é Jayme Campos ou Chico Rodrigues o mais cara de pau…aí você escolhe, caro leitor.

Só reforçando: a determinação do ministro do STF é uma determinação que nção vale nada, já que só será executada se o Senado aprovar.

E o Senado, pela posição do presidente do Conselho de (ou Sem) Ética, não vai aprovar.

Vai deixar o senador ‘bunda rica’ livre para dizer que prefere se afastar por 121 dias para dar de presente ao filho, além de um mandato temporário, um plano de saúde definitivo.

Porque no Senado não é assim? Assume e leva o Plano pra vida?

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