Thaisa Galvão

1 de janeiro de 2021 às 22:59

Em discurso com emoção e choro, Allyson disse se orgulhar de ser filho e neto de pessoas pobrezinhas, ressaltando a honestidade de seus familiares [0] Comentários | Deixe seu comentário.

No discurso de posse como prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra se emocionou e chorou ao falar de sua história.

Não seria diferente, independente de quem fosse, que tivesse a história de menino pobre criado no sítio e estivesse ali, no Teatro Dix-Huit Rosado, tomando posse como prefeito da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

Rosalba não choraria se tivesse tomado posse para um quinto mandato.

Nasceu de uma família poderosa, dona de metade da história de Mossoró.

Não choraria se tivesse tomado posse para um quinto mandato de prefeita, depois de ter sido senadora e governadora.

Allyson apostou na Educação para sair e tirar a família da casa de taipa em que viveram no sítio Chafariz.

Apostou na Educação e na política, onde surpreendeu com a eleição para deputado em 2018, e foi humilhado ao ser chamado de pobre pela prefeita de sua cidade, quando disputava com ela a cadeira onde ela queria se manter.

Compreensível a emoção. Compreensível o choro.

Allyson disse ter orgulho da família pobre e honesta.

Cutucou a antecessora Rosalba, que responde a processo sob acusação de ter desviado dinheiro da construção da Arena das Dunas quando era governadora.

Foi por lembrar do tal processo em um debate na campanha, que Allyson aguçou a ira de Rosalba.

Foi ali que ela, num ato de desequilíbrio de campanha, o chamou de pobrezinho, mudando a partir dali, a história da disputa de Mossoró.

O choro do novo prefeito teve o peso de uma história esnobada por Rosalba, mas identificada pela maioria da população eleitora da cidade.

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