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24 de janeiro de 2021 às 13:20

Reforma de Bolsonaro tira poder de Paulo Guedes, desautoriza convite para Alcolumbre ser ministro e fortalece o potiguar Rogério Marinho

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Do Globo de hoje, os militares no alvo do Centrão, o desmantelamento do ministério de Paulo Guedes e o fortalecimento do potiguar Rogério Marinho.

A reportagem do jornal O Globo deste domingo deixa claro que o fogo amigo para rifar o ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, não deu certo.

Mostra que, quem imagina ter o poder junto ao Palácio do Planalto, merece tanta desconfiança do chefe do poder quanto os demais que integram o time do governo.

Segundo o que foi apurado pelos repórteres Natália Portinarine Gustavo Maia, Rogério segue fortalecido no cargo.

Afinal, e essa é uma visão do Blog, e não do Globo, é Rogério que tem dado visibilidade ao presidente Jair Bolsonaro onde ele não tinha: a região Nordeste.

E mais: não tem se envolvido nas futricas que tomam conta das redes sociais dos auxiliares do governo, dos filhos do presidente e do próprio presidente.

Segundo a reportagem do Globo, é certeza consolidada entre interlocutores de Bolsonaro que o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não será ministro de nada, apesar do próprio ter espalhado que tinha sido convidado para ser ministro no lugar de Rogério.

O Globo só não diz quem convidou Alcolumbre, se Bolsonaro ou algum ministro louco para tirar Rogério da frente.

Faltou essa pergunta ao senador.

A estratégia não colou e o presidente ainda disse que não quer o senador como ministro por ele estar “muito desgastado”.

Coisa que o interlocutor não notou.

Segundo O Globo, os partidos do Centrão que hoje sentam no colo de Bolsonaro, querem desmilitarizar a Casa Civil e a articulação política, tirando Braga Netto e Luiz Eduardo Ramos.

Ramos é amigo pessoal de Bolsonaro, resta saber se terá mais força do que o Centrão guloso que quer tudo, menos o Ministério da Saúde, foco das atenções.

O medo da exposição pelos partidos encalacrados em questões de governos anteriores, fortalece o general da saúde, que se desgasta junto à sociedade pela incompetência para ocupar a pasta na pandemia, deixando o Brasil na lista dos países que não atuaram para minimizar os efeitos do vírus.

O Centrão acha que os militares não são bons interlocutores.

Talvez porque não tenham jogo de cintura para comprar apoios de deputados e senadores, mas isso não é uma avaliação do Globo, mas do Blog.

Segundo o jornal, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM-BA), e o ex-presidente do Tribunal de Contas União (TCU) e ex-ministro das Relações Institucionais do governo Lula, José Múcio Monteiro, foram cogitados a assumir cargos, mas rejeitaram a hipótese.

Pelo que apurou o jornal, o ministro militar da Marinha, que comanda a pasta de Minas e Energia, Bento Albuquerque, está fritado desde o apagão no Amapá.

Apesar de se relacionar mal com outros países e das futricas nas redes sociais, Ernesto Araújo, militar na pasta de Relações Exteriores, não deverá cair.

Onyx Lorenzoni (DEM) já vem sendo previsto como fora do Ministério da Cidadania, podendo ir para outra pasta. Não deve cair do governo.

O Centrão guloso também quer o Ministério do Turismo.

O futriquento Paulo Guedes, do grupo que atua para derrubar o ministro Rogério Marinho, deve perder poder com a reforma que será anunciada depois de eleitos os novos presidentes da Câmara e do Senado, no dia 1º de fevereiro.

O Ministério da Economia, comandado por Guedes, deverá ser dividido com a recriação do Ministério da Indústria e Comércio, e já tem até nome cotado: do deputado do PP de São Paulo, Marcos Pereira, que ocupou essa pasta no governo Michel Temer, e que nos últimos dias trocou o grupo de Rodrigo Maia pelo de Bolsonaro na disputa pela presidência da Câmara. O voto poderá lhe garantir o Ministério.

Perde força Paulo Guedes.

Perde palavra Bolsonaro, que se elegeu prometendo reduzir miniatérios e até agora só tem aumentado.

Além do Ministério da Ecomomia se dividir com o da Indústria, o Centrão guloso quer mais: a recriação do Ministério do Planejamento, tirando mais poder de Paulo Guedes e criando mais ministério.

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