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25 de janeiro de 2021 às 19:40

OAB quer apuração de discurso de desembargador que menospreza mortes por covid, orienta não buscar atendimento em ‘casos leves’ e chama protocolos da pandemia de ‘esquizofrenia e palhaçada’

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Começou bem a gestão do novo presidente do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, desembargador Carlos Eduardo Contar.
A conduta dele já está em análise, no primeiro dia útil após sua posse na sexta-feira.
Hoje o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, cobrou dos órgãos de controle do Judiciário, que analisem a conduta do desembargador negacionista que chamou de “esquizofrenia e palhaçada midiática fúnebre” as recomendações de distanciamento social e de outras medidas de prevenção da covid-19.
O desembargador – mais um a se passar no Brasil – chamou de “picareta” quem defende o ‘fique em casa’…
Em nota, o presidente da OAB afirma que Carlos Contar “ofende os brasileiros e contribui para conduzir o país a um maior número de mortes pela pandemia do novo coronavírus”.
Um irmão gêmeo do presidente Bolsonaro? É isso?
O presidente do TJ disse até que as pessoas não devem procurar atendimento médico se tiver sintomas leves.
Mas o que a justiça entende por sintomas leves, já que em muitos casos a morte chega sem mandar recado?
Um recado, no mínimo irresponsável numa pandemia e em meio a mais de 200 mil casos de mortes.

Em nota, o presidente da OAB diz que o magistrado “ofende os brasileiros e contribui para conduzir o país a um maior número de mortes pela pandemia do novo coronavírus”.
E mais:
“Em demonstração de desprezo às mais de 217 mil pessoas que perderam suas vidas, o desembargador incitou o desrespeito a medidas de contenção do vírus, cometendo atentado contra a inviolabilidade do direito à vida, garantia fundamental da Constituição, e agrediu a imprensa em seu dever de informar a população. A OAB aguarda a análise da conduta do desembargador pelos órgãos de controle do Judiciário”.

Escute o discurso patético do todo poderoso do judiciário do MTS.

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