Thaisa Galvão

24 de abril de 2021 às 23:03

Prefeitura de São Gonçalo recebe nova remessa de vacinas [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante recebeu neste sábado (24), uma nova remessa de vacinas com 1.135 doses da Oxford/AstraZeneca e 150, da Coronavac.

Como a Secretaria de Saúde já finalizou a segunda dose do grupo de 70 a 79 anos, o público a ser vacinado será de 65 anos e mais.

A nova faixa de idade começará a ser imunizada na segunda-feira (26), nas 29 unidades de saúde do município.

Todas as informações sobre a campanha de imunização e medidas de enfrentamento à pandemia no município estão disponíveis em www.saogoncalo.rn.gov.br/coronavirus

24 de abril de 2021 às 20:31

Rogério Marinho e Fábio Faria: a chapa majoritária que a mídia nacional criou para as eleições do RN [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Se depender da mídia nacional, a oposição no Rio Grande do Norte já tem um palanque formado no Rio Grande do Norte para as eleições majoritárias no próximo ano.

E a chapa que vem de cima para baixo é formada por doia ministros.

Para governador, o ministro Rogério Marinho é o mais citado nos veículos de circulação e acessos nacionais.

Já o ministro Fábio Faria se apresenta na mídia como candidato a senador.

A chapa – forte ou pesada? – precisa só ser combinada com os russos. Ou com os políticos de oposição que tem bases fortes. Ou com o povo mesmo.

24 de abril de 2021 às 11:53

A chegada da transposição ao RN é vista como porta aberta para candidatura de Rogério Marinho ao governo do Estado [0] Comentários | Deixe seu comentário.

De Bela Megale, no Globo:

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), comandado por Rogério Marinho, está prestes a contratar uma obra bilionária que será realizada em um novo trecho da transposição do Rio São Francisco no Rio Grande do Norte, no reduto político do ministro.

No processo de licitação, que segue em andamento, a pasta chegou a desclassificar duas empresas que haviam oferecido preços mais baixos e tem chances de fechar o contrato com a terceira colocada, a Construtora Ferreira Guedes, com uma proposta que ultrapassa a cifra de R$ 1 bilhão.

A companhia também tem, entre seus representantes, um condenado a quatro anos de prisão por participar de fraudes em dez processos de licitação, fato desconsiderado do processo de escolha. As outras duas concorrentes, a Queiroz Galvão e a Marquise, chegaram a ser desclassificadas da licitação porque, na avaliação da Comissão, não comprovaram que integrantes de suas equipes técnicas têm o tempo mínimo de experiência profissional exigido pela pasta.

O caso foi parar na Justiça e o processo segue em avaliação pela Comissão Permanente de Licitação da pasta.

O Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) considerou como “sanáveis” os vícios apontados pelo ministério para desclassificar a proposta mais barata, da Queiroz Galvão.

A corte abriu prazo para que a empresa analise as inconsistências apontadas pelo MDR. Antes dessa decisão, porém, a própria Comissão já havia determinado diligências que podem trazer a proposta mais barata de volta ao páreo. A vencedora será escolhida até 28 de abril.

Pelo cronograma, a obra no chamado Ramal do Apodi, trecho final do Eixo Norte do projeto de transposição, no sertão da Paraíba e do Rio Grande do Norte, deverá se estender por 2022, ano eleitoral. Rogério Marinho, que comanda o MDR desde o ano passado, é cotado para disputar o governo do Estado.

Um dos critérios para a escolha da empresa vencedora é o menor preço, mas uma série de requisitos técnicos também é avaliada por uma comissão de servidores do ministério. Primeira colocada, com a proposta de R$ 938,5 milhões, a Queiroz Galvão foi excluída porque a comissão considerou inválido um atestado que baseia o currículo de um dos membros da equipe gerencial da construtora. Esse documento, validado pelo Crea-BA, foi usado para comprovar a experiência mínima de dez anos do profissional em obras semelhantes à da transposição.

Procurado, o MDR informou que as diligências realizadas por determinação da Comissão de Licitação vão esclarecer se o engenheiro indicado pela Queiroz Galvão tem experiência superior a dez anos, como exigido no edital. Os documentos já foram recebidos e estão em análise pela Comissão, que informará a decisão até o dia 28.

O motivo é similar ao que gerou a desclassificação da segunda colocada, o consórcio liderado pela Construtora Marquise, com a proposta de R$ 959,9 milhões. Um dos integrantes da equipe técnica tinha um tempo total de experiência em obras de sete anos e dez meses, abaixo do mínimo exigido de dez anos pela pasta.

Por esses motivos, a Ferreira Guedes chegou a ser habilitada, mesmo tendo com a proposta de R$ 1,015 bilhão. A empresa também escalou como um dos responsáveis pela obra o engenheiro Vilson Busnello, condenado pela Justiça Federal, em 2018, a quatro anos e cinco meses de prisão em regime semiaberto, por fraudes em licitação. O engenheiro recorre da sentença. A condenação ocorreu após interceptações telefônicas constatarem que ele participou, com outros empresários, de combinações de preços e pré-divisão de lotes para obras públicas no município de Canoas, no Rio Grande do Sul. Busnello também foi multado em R$ 277 mil.

Procurado, o Ministério do Desenvolvimento Regional afirmou que o processo licitatório está em andamento e ainda não há um resultado. “As propostas estão em avaliação pela Comissão Permanente de Licitação, levando-se em conta critérios técnicos objetivos e o preço. A seleção da proposta mais vantajosa deve considerar além do menor preço, a comprovação de habilitação técnica, econômico-financeira, jurídica, fiscal e trabalhista, conforme disposto na Lei de Licitações e Edital”, afirmou, em nota.

Sobre a manutenção da Construtora Ferreira Guedes que indicou um condenado por fraude em licitação para atuar na obra, a pasta afirmou que segue o edital da obra e a Lei de Licitações que determinam a análise de sanções em nome da empresa licitante e de seu sócio majoritário em diversas esferas, mas cita a Justiça Federal.

O MDR afirmou ainda que o ministro Rogério Marinho não tem ou teve qualquer envolvimento no processo de julgamento e que a Comissão Permanente de Licitação é autônoma e independente. Sobre a obra, diz que a construção do Ramal do Apodi está prevista no Projeto de Integração do Rio São Francisco desde o ano de 2005 e que o Rio Grande do Norte é o único dos quatro estados beneficiados pelo projeto que ainda não foi contemplado com um ramal específico.

“Com a proximidade de conclusão da primeira etapa do projeto, e a consequente chegada das águas do Rio São Francisco ao RN, é natural que seja lançada a licitação do Ramal do Apodi”, diz a pasta.

Procurada, a Construtora Ferreira Guedes informou que não há contato dos licitantes com a Comissão e que foi “assegurado a todos os concorrentes o direito ao contraditório e ampla defesa, dentro da legalidade e na forma estabelecida no edital”. A empresa diz que “foi devidamente qualificada na citada licitação” e que apresentou “a proposta mais vantajosa, 27 milhões abaixo do orçamento do órgão”.

Questionada sobre a indicação de um condenado por fraude em licitação para atuar na obra, informou que Vilson Busnelo “faz parte da equipe técnico operacional, indicado como engenheiro residente da obra, responsável pela produção, não tendo participado da elaboração da proposta ou de qualquer outra atividade na licitação”. Disse também que Busnelo “é um profissional com larga experiência técnica, tendo executado obras de grande vulto” e que não existe sentença com trânsito em julgado sobre sua condenação.

24 de abril de 2021 às 10:28

A novela da cara novela de Fábio Faria [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Da coluna Painel, na Folha deste sábado…

O ministro Fábio Faria vai ter que explicar o porquê desse agrado à emissora do bispo Edit Macedo.

E pegando carona nas comparações que o ministro gosta de fazer…

Quantos leitos de UTI covid seriam instalados com esse dinheiro que só vai servir para o aliado Edir Macedo?

Ou quantas doses de vacina para acelerar o processo de inunização?

Vacinaria com as duas doses uma cidade todinha, dependendo da população…

Aguardar para ver se o requerimento vai dormir na gaveta do presidente da Câmara, Arthur Lira, que só foi parar na cadeira de presidente porque o patrão de Fábio Faria quis…

24 de abril de 2021 às 2:36

Morre o ex-candidato a presidente da República Levy Fidelix [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Morreu na noite dessa sexta-feira (23), aos 69 anos em São Paulo, o político Levy Fidelix, candidato a presidente da República em 2010 e em 2014.

Desde março ele estava internado e morreu por complicações da Covid-19.

A única filha, Lívia Fidelix, tentou se eleger deputada nas eleições de 2018 mas não conseguiu.

24 de abril de 2021 às 1:05

A cúpula ‘sem clima’ para Bolsonaro [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Sabe a perfeição que faz a gente repostar, compartilhar, reproduzir…?

Esse texto de Vera Magalhães no Globo desta sexta-feira, sobre o fracasso que foi a participação do presidente Jair Bolsonaro na Cúpula do Clima, é o retrato cruel do nosso Brasil sem rumo e sem verdades.

Nem o presidente americano Joe Biden quis ouvir o que Bolsonaro não tinha a dizer.

‘Alvorada sem alambrado/ Pão sem leite condensado/ Sou eu assim sem você. Ema sem cloroquina/Dudu sem carabina/ Sou eu assim sem você.’

Na hora e meia em que esperou sua vez de falar sem convicção na Cúpula de Líderes sobre o Clima convocada por Joe Biden, Jair Bolsonaro bem poderia cantarolar essa versão negacionista do sucesso de Claudinho & Buchecha.

Não que o clássico do funk carioca mereça ter seus versos solares e meigos substituídos pelo lamento do presidente brasileiro sobre o isolamento a que foi relegado no tabuleiro mundial depois que seu amigo Trumpinho foi derrotado nas urnas. Mas sua visível falta de ambiente na reunião em que teve de ler, a contragosto, um papel com o contrário daquilo que pensa e pratica em termos de política ambiental me lembrou os versos “Eu não existo longe de você/ E a solidão é meu pior castigo”.

Antes, quando era Trump, e não Biden, o anfitrião, Jair, família e agregados eram recebidos com alegria galhofeira. A caravana dos puxa-sacos exóticos dos Trópicos vestia boné, ganhava tapinha nas costas e se achava a tal. Podia mandar às favas os indicadores vergonhosos de desmatamento e queimadas. Afinal, primo Donald não estava nem aí para esse mimimi.

Agora, as coisas mudaram. Biden, vejam que amolação, resolve fazer uma Cúpula do Clima e, ainda por cima, exigir metas concretas. Jair não pode nem ler o mesmo discurso de sempre, como gostaria, porque os chatos do Itamaraty, depois da saída do Ernesto, vêm estragar o almoço do costelão e dizer que talvez seja melhor propor alguma coisa com cara de concreta.

Então toca colocar terno e gravata verde (ainda se tivesse o escudo do Palmeiras, talkey?) e fazer cara de sério ao lado do Salles, esquecer a Anitta e desenterrar aquele discurso “comunista” dos governos do PT e do PSDB.

Bolsonaro deve ter ensaiado diante do espelho para repetir palavras como biocombustíveis, biomassa, bioma e biodiversidade sem intercalar com um palavrão ou falar que aquilo é tudo coisa de maricas.

Do lado de lá da tela do computador, Biden (que até saiu da sala, dado o climão da Cúpula do Clima) e os demais líderes mundiais devem ter achado certa graça em ver o antes destemido presidente brasileiro prometer com a voz baixinha dobrar recursos para a fiscalização de crimes ambientais, uma semana depois de mandar exonerar o superintendente da Polícia Federal que ousou combatê-los por meio de uma operação.

Até Trump, onde quer que esteja curtindo seu merecido oblívio, deve ter soltado uma gargalhada e exclamado: “Quem é esse cara?”. Nem parecia aquele que até ontem estava disposto a lhe fazer companhia na bravata de abandonar o Acordo de Paris. Que deixou de sediar a COP-25, que se recusou a conversar com a diretora do Greenpeace, Jennifer Morgan, quando a encontrou em Davos em 2019. Seria o mesmo cara? Aquele do filho de boné que não sabe falar inglês, mas queria ser embaixador?

Eventos como os desta quinta-feira evidenciam a absoluta inadequação de alguém como Jair Messias Bolsonaro para presidir o Brasil, e de auxiliares como Ricardo Salles para gerir qualquer coisa que não seja destinada à destruição.

Ao conseguir, em três minutos de fala, prometer o oposto do que praticou ao longo de dois anos e quatro meses de desgoverno, Bolsonaro assinou diante de um mundo livre do trumpismo o atestado do desastre que é sua gestão.

Resta verificar o dia seguinte da Cúpula em que o Brasil e seu presidente ficaram nus diante do mundo com sua incompetência. Parece difícil que, diante de todas as evidências de que Bolsonaro apenas fez malabarismo retórico para pedir um trocado no final, Biden esteja disposto a financiá-lo. Assim como Trump só enrolava o “amigo”, os Estados Unidos sob nova direção devem continuar a dar chá de cadeira no Brasil.