Thaisa Galvão

10 de maio de 2021 às 12:54

Ministro mais próximo do presidente Bolsonaro, Fábio Faria vai querer ser comandado por Betinho Rosado no RN? [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Filiado ao PSD, o ministro Fábio Faria vive hoje o mesmo desconforto que viveu o ministro Rogério Marinho quando filiado ao PSDB, fora da bancada de apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

É que o PSD de Fábio, comandado pelo ex-ministro Gilberto Kassab, se articula junto a outras legendas para derrotar o Bolsonaro no próximo ano.

Kassab procura aliados como o DEM do deputado Rodrigo Maia, já adversário do presidente, para reforçar o palanque do ex-presidente Lula.

No PSD Fábio seria execrado por Bolsonaro e pelos seus Zeros.

No plano nacional o ministro perderia o Ministério.

Já no plano potiguar, um novo partido na mão de Fábio Faria reforçaria seu projeto de disputar o Senado, se juntando ao PSD do pai, ex-governador Robinson Faria, que recorre junto ao TSE para tentar derrubar a inelegibilidade sentenciada pelo TRE do RN e disputar mandato de deputado federal.

Com dois partidos na mão ficaria mais leve no plano local.

E que partido seria?

O PP.

Fábio teria sido convidado pelo senador-presidente e amigo Ciro Nogueira para se filiar à legenda, e dada à proximidade dos dois, o ministro não chegaria ao Rio Grande do Norte apenas como filiado, mas como presidente.

Tiraria da cadeira o ex-deputado Betinho Rosado, pai do deputado Beto Rosado, cunhado da ex-governadora Rosalba Ciarlini.

Em Mossoró o que se diz é que Nogueira já teria afirmado que não haverá mudança na executiva do PP no Rio Grande do Norte, o que deixa muito claro que, sem a mudança, Nogueira não receberá o Sim de Fábio.

E o PP ficará na balança, entre ter como aliado presidindo a legenda no RN, um ex-deputado ou um ministro que lhe garante a cadeira do lado do presidente Bolsonaro em qualquer evento político.

Claro que, se Fábio se filiar ao PP não será para ser comandado por Betinho nem por Beto nem por Rosalba, vamos combinar.

O tempo vai dizer.

Como ministro de Bolsonaro e genro de Sílvio Santos – como gosta de repetir o presidente – Fábio Faria não vai querer ser comandado no partido.

Vai querer comandar.

E vai.

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